Há 10 anos
7 de junho de 2014
5 de junho de 2014
Os quintais de Maria Bethânia...
"Maria Bethânia põe os pés na terra em 'Meus quintais':
Num cantinho da casa de Maria Bethânia, entre plantas de Maria
Bethânia, um pequeno candeeiro feito por Maria Bethânia sustenta uma chama. A
capa de “Meus quintais” (Biscoito Fino), novo álbum da cantora, anuncia o
espírito que atravessa suas 13 faixas, dos versos aos arranjos — a amplidão da
natureza, do divino e do humano tratados numa esfera de intimidade profunda.
Como se fosse um “Brasileirinho” para dentro.
—Eu fui criada em cidade do interior, em casa — começa Bethânia,
ao falar do quintal real, vivo em sua memória, que serve de espinha dorsal ao
disco. — O quintal ficava lá atrás, era terra, árvore, uma coisa assim meio de
onça, bicho do mato. Tive a felicidade de ter um irmão da qualidade de Caetano
no galho de outra árvore. Eu ficava num, ele no outro. Aquilo era um brinquedo
muito saboroso. O quintal é um lugar livre, onde você aprende a se concentrar,
a namorar, sua cabeça viaja. E ao mesmo tempo você vê a casa, faz parte de um
lugar muito bem alicerçado. O quintal pra mim sempre teve um significado muito
grande. Tão grande que, sem prestar atenção a isso, quando foi feita a reforma
da casa, quando meu pai ainda era vivo, pedi que meu quarto ficasse no quintal,
não no hall. Porque foi onde eu vivi. Ali que tudo formou em mim.
Aquele quintal de Santo Amaro aparece no disco claramente na
figura de Dona Canô, que paira sobre o álbum e está numa foto do encarte,
recostada no ombro de Bethânia, numa foto tirada em seu aniversário de 100 anos
— ao lado da imagem, versos de “Dindi” (“O vento que fala nas folhas/ Contando
as histórias que são de ninguém/ Mas que são minhas e de você também”).
Primeiro álbum de estúdio da cantora feito após a morte da mãe, no fim de 2012,
“Meus quintais” é marcado por essa ausência. “Mãe Maria” (de Custódio Mesquita
e Davi Nasser) é a maior evidência disso.
— É a única regravação. Gravei há muitos anos. É óbvio que naquela
época Mãe Maria era minha mãe, minha mãe de santo, Nossa Senhora da
Purificação, minhas senhoras todas... Hoje Mãe Maria sou eu. Eu mesma me
contando as lendas da “Moda da onça”, da Iara. Eu mesma me dando algum conforto
já que essas mães... Quando perdi minha mãe tive um pouco que assumir eu mesma.
Eu que tenho que cuidar de mim — diz Bethânia, reforçando a fala ao notar que
são delas os cabelos brancos da foto do encarte sob a letra de “Mãe Maria”.
As lendas da “Moda da onça” e da
Iara que a cantora cita são referências às faixas “Moda da onça”, folclore
recolhido por Paulo Vanzolini (“É uma característica do Brasil extraordinária:
um cientista, trabalhando no Butantã, faz a moda da onça daquela maneira, o
mesmo que escreve ‘Ronda’...”) e “Uma Iara/ Uma perigosa Yara”, junção de
música inédita de Adriana Calcanhotto e texto de Clarice Lispector, editado por
Fauzi Arap e Bethânia, na última parceria da dupla, pouco tempo antes de o
diretor morrer, em dezembro passado.
As duas faixas estão dentro do
universo caboclo, roça, índio de “Meus quintais” — uma ampliação dos galhos da
árvore dos fundos da velha casa:
— O disco
é árvore, pé no chão, estou descalça. Todo mundo conta que os Veloso têm uma
ancestralidade dos pataxós. Tenho uma atração muito grande por essa coisa do
índio. E o caboclo foi a primeira expressão religiosa africana que vi. Santo
Amaro tinha candomblé de caboclo, que são os espíritos índios. Eu adorava, era
muito alegre. Adorava ouvir as cantigas, era perto da minha casa. Essa
lembrança me veio muito forte, tive essa intuição.
A intuição
de que aquele podia ser um caminho para algo indefinido — Bethânia não tinha a
intenção de lançar nada neste ano, ia deixar para 2015, quando completa 50 anos
de carreira — levou a cantora a convocar Chico César para compor para ela. Ele
atendeu ao pedido e assina duas do disco, “Xavante” e “Arco da velha índia”,
que fez pensando na cantora (“O arco da velha índia/ É corda vocal insubmissa”):
— Foi um
modo de ele me ver. Estou velha, de cabelo branco... Fiquei fascinada por
aquilo — conta Bethânia. — Ele dedicou a mim, mas eu disse que queria dedicar a
Rita Lee. Porque Rita sempre fala que quer ser a velha índia sábia. Eu
brincava, cheguei a falar para ela cantar “Uma Iara” comigo, mas depois pensei:
“Deixa a Rita quieta”.
Ao saber
que o paraibano estava compondo para Bethânia, Calcanhotto mandou uma mensagem:
“Ciúme de Chico César”. A cantora pediu então que ela fizesse algo para Iara.
Saiu “Uma Iara”, no qual a compositora chega ao mito amazônico pela Grécia
(“Iara, a que canta, a citéria”).
“Sou senhora e sou meninota”
“Meus quintais” inclui ainda o samba-enredo indígena “Povos
do Brasil” (de Leandro Fregonesi), quatro faixas de Roque Ferreira (só ou em
parceria com Paulo Dafilim ou Paulo César Pinheiro) e as antigas “Dindi” (Tom
Jobim e Aloysio de Oliveira) e “Lua bonita” (Zé Martins e Zé do Norte), esta
encharcada de memórias (“Quando falo de meus quintais tem uma melancolia
também, porque eu moro desde os 17 anos longe disso”).
— Em casa ouvíamos tudo. O samba de roda, um rei que chegava
(“Folia de reis” é dedicada a seu irmão Rodrigo, que recuperou a tradição do
festejo em Santo Amaro), uma cantiga da bossa nova, minha mãe assoviando uma
canção... “Lua bonita” entra por aí — diz, antes de se calar, emocionada.
Alguns minutos depois, ela volta à canção:
— Os baianos gostam de “Lua bonita”. Caetano gravou no
“Pedrinha de Aruanda” (de Andrucha Waddington) com minha mãe. E Raul Seixas tem
uma gravação que é um show. Foi onde estudei.
A melancolia se une a uma alegria infantil no álbum, explica
Bethânia.
— Ao mesmo tempo em que sou eu senhora, sou eu meninota.
Tanto que botei criança cantando. No CD, eu faço eu, eu conto eu, viajo em mim,
passo para o caboclo, viro Iara, saio, viro tapuia.
A ideia do quintal, de liberdade, brincadeira, pé na terra,
também se faz presente na exuberância seca, de poucos elementos, dos arranjos
(a direção geral do CD é assinada por ela e Jorge Helder).
— Tem uma singeleza, uma naturalidade de cada um dos
músicos. Eles iam realizando muito livremente, sem nenhuma pretensão de “ah,
esse acorde”. Não tinha aquela festa do acorde, não.
Com essa simplicidade natural, a faixa de abertura, “Alguma
voz” (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro), toca nos temas centrais de “Meus
quintais”, entre eles o canto, que aparece no disco associado ao vento, ao mar,
à terra e à voz humana:
— Ainda está muito longe de eu desvendar o mistério do
canto. Acho lindo uma pessoa emitir. Um dessa maneira, outro daquela, essa
individualidade que Deus determina. A voz traduz isso. E é o ar, sem o qual
você não vive, que é o elemento do meu orixá. Fica uma casa boa para mim. Meu
quintal."
O Globo
Fonte: http://www.paraiba.com.br/2014/06/05/20993-maria-bethania-poe-os-pes-na-terra-em-meus-quintais-veja-critica-do-novo-trabalho-da-baiana
Marcadores:
Maria Bethânia. Meus quintais. O Globo.
22 de maio de 2014
Os Quintais de Bethânia... os quintais do Brasil
Maria Bethânia apresenta seu novo trabalho, "Meus Quintais" em pré-venda pela Biscoito Fino. Previsão de lançamento para a primeira quinzena de junho.
Repertório do CD:
1. Alguma voz (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro)
2. Xavante (Chico César) - música inédita
3. Casa de caboclo (Paulo Dáfilin e Roque Ferreira) -
música inédita
4. Lua bonita (Zé do Norte e Zé Martins, 1953)
5. Candeeiro velho (Roque Ferreira e Paulo César
Pinheiro)
6. Imbelezô eu (Roque Ferreira) / Vento de lá (Roque
Ferreira) - músicas inéditas
7. Mãe Maria (Custódio Mesquita e David Nasser, 1943) -
8. Iara (Adriana Calcanhotto) - música inédita
9. A perigosa Yara - texto de Clarice Lispector (1920 -
1977)
10. Moda da onça (tema do folclore popular adaptado por
Inezita Barroso em 1960)
11. Povos do Brasil (Leandro Fregonesi) - música
inédita
12. Arco da velha índia (Chico César) - música inédita
13. Folia de Reis (Roque Ferreira) - música inédita
14. Dindi (Antonio Carlos Jobim e Aloysio de Oliveira,
1959)
15 de maio de 2014
Maria Bethânia: melhor cantora da música brasileira
Maria Bethânia recebeu o
troféu de melhor cantora de MPB no 25º Prêmio da Música Brasileira, no Theatro
Municipal do Rio de Janeiro na noite de ontem (14/05/11). O evento iniciou com
uma homenagem uma homenagem a Jair Rodrigues, além de Reginaldo Rossi e
Dominguinhos.
Mateus Solano chamou
Bethânia, que entrou descalça no palco, para cantar trechos de Santo Amaro ê ê,
Quixabeira, Reconvexo, Minha Senhora e Viola Meu Bem.
Foto AG News
Parabéns à nossa Rainha!!!
27 de abril de 2014
25º Prêmio da Música Brasileira
A
25ª edição do Prêmio da Música Brasileira, que será realizada no dia 14 de maio
no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, homenageará o samba, e conta com a
indicação de Maria Bethânia na categoria de melhor Cantora de MPB.
Para
essa categoria, Bethânia disputará ainda com Rosa Passos e Simone.
25 de fevereiro de 2014
A força que vem da raiz nas vozes de Maria Bethânia e Mariene de Castro
Maria Bethânia participa do 5º disco de carreira da cantora
baiana Mariene de Castro. Intitulado “Colheita”, o disco traz 14 faixas, sendo
7 inéditas e 7 regravadas com a produção de Max Pierre. É o puro samba nas
participações especiais de Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Hamilton de Holanda,
Jacques Morelenbaum, Rildo Hora e a bateria da Portela.
Gravado na Toca do Bandido, no Rio de janeiro, Bethânia
participa na faixa “A força que vem da raiz” composição de Roque Ferreira.
Foto: Bruno Pettinelli
Maria Bethânia faz show beneficente para o Saúde Criança
Maria Bethânia se apresentou no dia 23 de fevereiro no Rio de Janeiro com
mais uma apresentação do show “Carta de Amor”. O show em prol do Saúde Criança foi no Vivo Rio, no Parque do Flamengo.
Bethânia acompanhada pelos músicos Tulio Mourão (
piano), João Gaspar (violão e guitarra), Paulo Dafilin (violão e viola), Jorge
Helder (baixo), Pantico Rocha (bateria), Marcelo Costa (percussão) e Marcio
Mallard (cello) fez seu show com toda a renda revertida aos projetos da Associação Saúde
Criança.
20 de dezembro de 2013
Carta de Amor no Canal Brasil
“Com uma apresentação inspirada e
muito aclamada, Maria Bethânia gravou o registro de sua última turnê,
intitulada Carta de Amor, no Vivo Rio (RJ). Na produção do Canal Brasil em
parceria com a Biscoito Fino, Bethânia interpreta as canções com sua habitual entrega,
saboreando os versos.
O cenário de Bia Lessa – que
também assina a direção do espetáculo – contém um tapete bordado no chão, um
tronco de árvore que serve de apoio à cantora e luzes suspensas no palco
criando diferentes ambientes. A artista está à vontade, dançando descalça e movimentando-se
com amplitude, emocionando a todos os presentes.
Seu disco mais recente – Oásis de
Bethânia, de 2012 – serviu de base para a escolha do repertório. Dentre as
faixas, destacam-se O Velho Francisco, de Chico Buarque, e Carta de Amor,
composição de Paulo César Pinheiro e da anfitriã. A cantora faz uma homenagem a
Gonzaguinha interpretando quatro clássicos: Sangrando, Festa, Explode Coração
(cantada à capela) e O Que É, O Que É. O roteiro é dividido em dois blocos (com
um intervalo instrumental entre eles) e pontuado por momentos únicos, como Não
Enche, de Caetano Veloso, A Casa é Sua, de Arnaldo Antunes, e uma versão de Na
Primeira Manhã, de Alceu Valença. Antigos sucessos como Negue e Fera Ferida
também marcam presença, fazendo a alegria dos fãs”.
Foto: Carlos Albuquerque
Acompanhada por sete músicos,
Bethânia mostra arranjos sofisticados e entremeados por textos de autores como
José Régio e Fernando Pessoa. Divididos pelos dois lados do palco, os
instrumentistas ganham espaço para brilhar individualmente. Liderados pelo maestro
Wagner Tiso ao piano, o grupo ainda conta com Gabriel Improta (violão e
guitarra), Paulo Dafilin (violão e viola), Jorge Helder (baixo), Pantico Rocha
(bateria), Marcelo Costa (percussão) e Marcio Mallard (cello). A artista canta,
interpreta e recita em um momento de absoluta simplicidade. Não há firulas, nem
troca de roupa. O tema é ela própria, simplesmente ela.
Domingo, dia 22/12, às 17h e
sexta, dia 27/12, às 15h.
Fonte: Canal Brasil (Globo.com)
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Maria Bethânia. Carta de Amor. Canal Brasil.
6 de dezembro de 2013
Fauzi Arap: uma vida dedicada ao palco
Foto: Agência O Globo
Fauzi Arap, prestigiado ator,
diretor e autor de teatro, faleceu na manhã desta quinta-feira (05/12) em São
Paulo. Ele tinha 75 anos e lutava há alguns anos contra um câncer na bexiga.
Segundo familiares, ele morreu em casa enquanto dormia. Fauzi estreou no teatro
como ator no fim dos anos 50, no teatro oficina. Em 1965, começou a carreira de
diretor com Perto do Coração Selvagem, obra de Clarice Lispector adaptada por
ele. Entre seus grandes trabalhos está a direção de Navalha na Carne, com Tonia
Carreiro, em 1968. Em 1975, estreou como autor de peças de teatro com Pano de
Boca. Durante sua carreira, recebeu grandes prêmios como o Molière de melhor
autor e diretor por O Amor do Não, 1977. O Mambembe de melhor autor em Quase
84. E o prêmio Shell de melhor direção com Santidade e Caixa 2, no final dos
anos 90. Em 1998, publicou uma autobiografia, Mare nostrum: sonhos, viagens e
outros caminhos.
Cada vez que ouvimos Maria
Bethânia declamar um poema ou explorar a dramaticidade de uma canção no palco,
podemos ter a certeza de que ali também estará Fauzi Arap. Parceiro constante
de Bethânia, ele concebeu e dirigiu os mais importantes shows de sua carreira,
como Rosa dos Ventos (1971), A Cena Muda (1974), Pássaro da Manhã (1977) e
Imitação da Vida (1996), criando para Bethânia uma personalidade cênica mantida
até hoje.
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Maria Bethânia. Fauzi Arap
12 de novembro de 2013
DVD e CD "CARTA DE AMOR"
O
show traz sucessos de sua carreira, músicas do novo CD e canções inéditas em
sua voz. No roteiro, canções do novo disco como "Casablanca" e
"Barulho" (ambas de Roque Ferreira), "Velho Francisco"
(Chico Buarque), "Salmo" (Rafael Rabelo/ Paulo Cesar Pinheiro) e
"Carta de Amor" – esta que inspirou o título do álbum. Entre as
músicas interpretadas por ela pela primeira vez, composições de Caetano Veloso
("Não Enche"), Arnaldo Antunes ("A Casa é Sua") e do
português Pedro Abrunhosa ("Quem Me Leva os Meus Fantasmas"), além da
inédita "Em Estado de Poesia", de Chico César. E ainda no roteiro, um
medley de sambas de roda ligados por linha tênue à chula, costurados por
"Reconvexo" (Caetano Veloso), sem deixar o Brasil rural de lado e sem
esquecer os clássicos de seu repertório. “O show vem do disco; é a base de onde
eu parti, da mudança sonora que fiz ali com vários músicos”, conta Bethânia. “O
título do show não se refere apenas à faixa do disco “Carta de Amor”, mas a
todo tipo de amor que canto no show: o amor maduro, o amor inconstante, o amor
traído, o amor eterno, o passageiro, o triste, o alegre...”, completa.
Abaixo a capa do DVD e dos CDS:
Faixas do DVD:
1. Canções e Momentos
2. Sangrando
3. Salmo
4. A Dona do Raio e do
Vento
5. Cântico Negro
(Texto)/ Não Enche
6. Fogueira
7. Casablanca
8. Na Primeira Manhã
9. Calúnia
10. Negue
11. Barulho
12. Fera Ferida
13. Quem me Leva os
Meus Fantasmas
14. Cais/ Maria, Maria
15. Festa
16. Dora
17. Lua Branca
18. Estado de Poesia
19. Guacyra
20. A Nossa Casa
21. Só Vendo Que
Beleza (Marambaia)
22. A Casa É Sua
23. Santo Amaro Ê Ê/
Quixabeira/ Reconvexo/ Minha Senhora/ Viola Meu Bem
24. Minha Casa
25. O Velho Francisco
26. Carta de Amor
27. Escândalo
28. Salmo
29. Canções e Momentos
30. Mensagem
Prêmios Amália Rodrigues 2013
No
dia 04 de novembro, foram premiados poetas, músicos, intérpretes e outras personalidades
ou entidades que, cada um à sua maneira, servem ou serviram ao Fado. Maria
Bethânia foi agraciada na categoria Internacional. Pelo oitavo ano consecutivo, a Fundação Amália
Rodrigues atribuiu os prêmios de Revelação, Álbum de Fado, Intérprete, Autor,
Compositor, Instrumentista, Carreira e Divulgação Internacional. Este ano, o
Júri decidiu criar ainda o prêmio Saudade-Lembrar para Honrar e um prêmio
especial para Construtor de Instrumentos Tradicionais para o Fado. A cerimônia
de entrega dos Prêmios Amália 2013 ocorreu no São Luiz Teatro Municipal em
Lisboa numa gala que contou com a participação de Maria da Nazaré, Ricardo
Ribeiro, Gisela João, Cristina Nóbrega e do pianista Júlio Resende.
Maria
Bethânia, que há três anos cantou numa missa em memória de Amália, foi
distinguida pela "sua aproximação ao fado" e pelo "respeito e
dedicação" à fadista portuguesa.
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Maria Bethânia. Prêmio Amália Rodrigues 2013.
11 de novembro de 2013
CD A Arca de Noé
Clássico
infantil da música brasileira dos anos 1980, o disco "A arca de Noé",
com temas do livro homônimo de Vinicius de Moraes, ganhou uma nova versão,
produzida pela filha do poeta, Susana Moraes, junto com Dé Palmeira, Adriana
Calcanhotto e Leonardo Netto, e lançada pela gravadora Sony Music.
Maria
Bethânia abre o disco com o tom de profecia, em cima do arranjo original que o
maestro Rogério Duprat escreveu em 1980, para Chico Buarque e Milton Nascimento
cantarem. Miguel Atwood Ferguson foi o arranjador da nova versão.
Faixas
do CD:
1. A Arca de Noé –
Maria Bethânia, Seu Jorge e Péricles
2. O Leão – Caetano
Veloso e Moreno Veloso
3. O Pato – Zeca
Pagodinho
4. O Peru – Arnaldo
Antunes
5. O Gato –
Mart’nália
6. O Pintinho –
Erasmo Carlos
7. A Corujinha –
Chitãozinho & Xororó
8.
As Borboletas – Gal Costa
9. A Formiga –
Mariana de Moraes
10. A Galinha
D’Angola – Ivete Sangalo e Buraka Som Sistemas
11. O Pinguim – Chico
Buarque
12. A Cachorrinha –
Maria Luiza Jobim
13. O Elefantinho –
Adriana Partimpim
14. As Abelhas –
Marisa Monte
15. A Foca –
Orquestra Imperial
16. São Francisco –
Miúcha e Paulo Jobim
17. A Casa – Vinicius
de Moraes
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A arca de Noé. Maria Bethânia.
Encerramento turnê do show "Carta de Amor"
Maria
Bethânia encerra a turnê do show Carta de Amor em São Paulo e no Rio de
Janeiro. Em São Paulo o espetáculo aconteceu nos dias 01 e 3/11 no HSBC e no
Rio de Janeiro será nos dias 23 e 24/11/13 no Vivo Rio. O show vem do disco
Oásis de Bethânia, lançado em março do ano passado, que marca um formato novo
na carreira de Bethânia: cada uma das 10 músicas do disco recebeu um arranjo
inédito de convidados especialíssimos – que trouxeram a sofisticação de seus
arranjos, unidos à sua voz.
“Esta sonoridade nova é a base de onde eu parti, da mudança sonora que fiz ali com vários músicos. O título do show não se refere apenas à faixa do disco “Carta de Amor”, mas a todo tipo de amor que canto no show: o amor maduro, o amor inconstante, o amor traído, o amor eterno, o passageiro, o triste, o alegre...”, explica Bethânia.
O show traz de volta o maestro Túlio Mourão, que nos anos 70/80 acompanhou os shows de Bethânia.
27 de setembro de 2013
70 anos de Edu Lobo


O DVD, que será
lançado pela Biscoito Fino, tem as seguintes faixas:
1. Chegança (Edu Lobo
e Oduvaldo Viana Filho, 1963)
2. Canção do amanhecer
(Edu Lobo e Vinicius de Moraes, 1963)
3. Zambi (Edu Lobo e
Vinicius de Moraes, 1963)
4. Upa, neguinho (Edu
Lobo e Gianfrancesco Guarnieri, 1967)
5. Cirandeiro (Edu
Lobo e José Carlos Capinam, 1967) - com Maria Bethânia
6. Pra dizer adeus
(Edu Lobo e Torquato Neto, 1967) - com Maria Bethânia
7. Zanzibar (Edu Lobo,
1970)
8. No cordão da saideira
(Edu Lobo, 1967) - com Bena Lobo
9. Ponteio (Edu Lobo,
1967) - com Bena Lobo
10. Vento bravo (Edu
Lobo e Paulo César Pinheiro, 1973)
11. O boto (Antonio
Carlos Jobim e Jararaca, 1975)
12. O trenzinho do
caipira (Heitor Villa-Lobos e Ferreira Gullar, 1978)
13. Pé de vento (Edu
Lobo)
14. Angu de caroço
(Edu Lobo e Cacaso, 1980)
15. Ave rara (Edu Lobo
e Aldir Blanc, 1993)
16. A história de Lily
Braun (Edu Lobo e Chico Buarque, 1983) - com Chico Buarque
17. Lábia (Edu Lobo e
Chico Buarque, 2001) - com Chico Buarque
18. Choro bandido (Edu
Lobo e Chico Buarque, 1985) - com Chico Buarque
19. Beatriz (Edu Lobo
e Chico Buarque, 1983)
20. Opereta do
casamento (Edu Lobo e Chico Buarque, 1983)
21. A mulher de cada
porto (Edu Lobo e Chico Buarque, 1985) - com Mônica Salmaso
22. Coração cigano
(Edu Lobo e Paulo César Pinheiro, 2010) - com Mônica Salmaso
23. Valsa brasileira
(Edu Lobo e Chico Buarque, 1988) - com Mônica Salmaso
24. Noite de verão
(Edu Lobo e Chico Buarque, 2001)
25. Frevo diabo (Edu
Lobo e Chico Buarque, 1988)
26. Na carreira (Edu
Lobo e Chico Buarque, 1983) - com os convidados
27. Canto triste (Edu
Lobo e Vinicius de Moraes, 1967)
28. Corrida de jangada
(Edu Lobo e José Carlos Capinam, 1967) - com os convidados
28 de agosto de 2013
Edu Lobo comemora 70 anos de vida e 50 de carreira

Edu Lobo irá celebrar seus
70 anos fazendo uma das coisas que mais gosta: tocando seus maiores sucessos em
dois dos palcos mais importantes do país. O primeiro show comemorativo
acontecerá no dia 29 de agosto, data de seu aniversário, às 21h, no Theatro
Municipal do Rio de Janeiro. O evento será palco para a gravação do DVD de
comemoração dos seus 50 anos de carreira e contará com participações
especialíssimas de Bena Lobo, Chico Buarque de Holanda, Maria Bethânia e Mônica
Salmaso. No repertório, Edu deu preferência aos grandes sucessos que marcaram
sua trajetória. “O público não gosta de ouvir o que não conhece. Escolhemos
músicas que eles pudessem se identificar”.

Para a ocasião, Edu
convidou o amigo e grande conhecedor de sua obra, o jornalista Hugo Sukman para
roteirizar e dirigir o show. Sukman preparou uma biografia musical que conta,
em ordem cronológica, toda a trajetória do compositor desde suas maiores
parcerias até as canções que marcaram época. “Zambi”, “Upa Neguinho”, “Pra
Dizer Adeus”, “Ponteio”, “Beatriz” e “Choro Bandido”, são algumas que marcam
momentos importantes de sua história. História que marcou a música brasileira
por sua personalidade mantida ao longo de toda a estrada, misturando a
carioquice do sangue com a alma tipicamente nordestina.
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