7 de junho de 2014

Reportagem Folha de São Paulo


Apresentamos a matéria elaborada pela Folha de São Paulo sobre o novo disco de Maria Bethânia:




5 de junho de 2014

Os quintais de Maria Bethânia...


"Maria Bethânia põe os pés na terra em 'Meus quintais':

Num cantinho da casa de Maria Bethânia, entre plantas de Maria Bethânia, um pequeno candeeiro feito por Maria Bethânia sustenta uma chama. A capa de “Meus quintais” (Biscoito Fino), novo álbum da cantora, anuncia o espírito que atravessa suas 13 faixas, dos versos aos arranjos — a amplidão da natureza, do divino e do humano tratados numa esfera de intimidade profunda. Como se fosse um “Brasileirinho” para dentro.

—Eu fui criada em cidade do interior, em casa — começa Bethânia, ao falar do quintal real, vivo em sua memória, que serve de espinha dorsal ao disco. — O quintal ficava lá atrás, era terra, árvore, uma coisa assim meio de onça, bicho do mato. Tive a felicidade de ter um irmão da qualidade de Caetano no galho de outra árvore. Eu ficava num, ele no outro. Aquilo era um brinquedo muito saboroso. O quintal é um lugar livre, onde você aprende a se concentrar, a namorar, sua cabeça viaja. E ao mesmo tempo você vê a casa, faz parte de um lugar muito bem alicerçado. O quintal pra mim sempre teve um significado muito grande. Tão grande que, sem prestar atenção a isso, quando foi feita a reforma da casa, quando meu pai ainda era vivo, pedi que meu quarto ficasse no quintal, não no hall. Porque foi onde eu vivi. Ali que tudo formou em mim.

Aquele quintal de Santo Amaro aparece no disco claramente na figura de Dona Canô, que paira sobre o álbum e está numa foto do encarte, recostada no ombro de Bethânia, numa foto tirada em seu aniversário de 100 anos — ao lado da imagem, versos de “Dindi” (“O vento que fala nas folhas/ Contando as histórias que são de ninguém/ Mas que são minhas e de você também”). Primeiro álbum de estúdio da cantora feito após a morte da mãe, no fim de 2012, “Meus quintais” é marcado por essa ausência. “Mãe Maria” (de Custódio Mesquita e Davi Nasser) é a maior evidência disso.

— É a única regravação. Gravei há muitos anos. É óbvio que naquela época Mãe Maria era minha mãe, minha mãe de santo, Nossa Senhora da Purificação, minhas senhoras todas... Hoje Mãe Maria sou eu. Eu mesma me contando as lendas da “Moda da onça”, da Iara. Eu mesma me dando algum conforto já que essas mães... Quando perdi minha mãe tive um pouco que assumir eu mesma. Eu que tenho que cuidar de mim — diz Bethânia, reforçando a fala ao notar que são delas os cabelos brancos da foto do encarte sob a letra de “Mãe Maria”.

As lendas da “Moda da onça” e da Iara que a cantora cita são referências às faixas “Moda da onça”, folclore recolhido por Paulo Vanzolini (“É uma característica do Brasil extraordinária: um cientista, trabalhando no Butantã, faz a moda da onça daquela maneira, o mesmo que escreve ‘Ronda’...”) e “Uma Iara/ Uma perigosa Yara”, junção de música inédita de Adriana Calcanhotto e texto de Clarice Lispector, editado por Fauzi Arap e Bethânia, na última parceria da dupla, pouco tempo antes de o diretor morrer, em dezembro passado.


As duas faixas estão dentro do universo caboclo, roça, índio de “Meus quintais” — uma ampliação dos galhos da árvore dos fundos da velha casa:
— O disco é árvore, pé no chão, estou descalça. Todo mundo conta que os Veloso têm uma ancestralidade dos pataxós. Tenho uma atração muito grande por essa coisa do índio. E o caboclo foi a primeira expressão religiosa africana que vi. Santo Amaro tinha candomblé de caboclo, que são os espíritos índios. Eu adorava, era muito alegre. Adorava ouvir as cantigas, era perto da minha casa. Essa lembrança me veio muito forte, tive essa intuição.

A intuição de que aquele podia ser um caminho para algo indefinido — Bethânia não tinha a intenção de lançar nada neste ano, ia deixar para 2015, quando completa 50 anos de carreira — levou a cantora a convocar Chico César para compor para ela. Ele atendeu ao pedido e assina duas do disco, “Xavante” e “Arco da velha índia”, que fez pensando na cantora (“O arco da velha índia/ É corda vocal insubmissa”):

— Foi um modo de ele me ver. Estou velha, de cabelo branco... Fiquei fascinada por aquilo — conta Bethânia. — Ele dedicou a mim, mas eu disse que queria dedicar a Rita Lee. Porque Rita sempre fala que quer ser a velha índia sábia. Eu brincava, cheguei a falar para ela cantar “Uma Iara” comigo, mas depois pensei: “Deixa a Rita quieta”.

Ao saber que o paraibano estava compondo para Bethânia, Calcanhotto mandou uma mensagem: “Ciúme de Chico César”. A cantora pediu então que ela fizesse algo para Iara. Saiu “Uma Iara”, no qual a compositora chega ao mito amazônico pela Grécia (“Iara, a que canta, a citéria”).

“Sou senhora e sou meninota”

“Meus quintais” inclui ainda o samba-enredo indígena “Povos do Brasil” (de Leandro Fregonesi), quatro faixas de Roque Ferreira (só ou em parceria com Paulo Dafilim ou Paulo César Pinheiro) e as antigas “Dindi” (Tom Jobim e Aloysio de Oliveira) e “Lua bonita” (Zé Martins e Zé do Norte), esta encharcada de memórias (“Quando falo de meus quintais tem uma melancolia também, porque eu moro desde os 17 anos longe disso”).

— Em casa ouvíamos tudo. O samba de roda, um rei que chegava (“Folia de reis” é dedicada a seu irmão Rodrigo, que recuperou a tradição do festejo em Santo Amaro), uma cantiga da bossa nova, minha mãe assoviando uma canção... “Lua bonita” entra por aí — diz, antes de se calar, emocionada.
Alguns minutos depois, ela volta à canção:

— Os baianos gostam de “Lua bonita”. Caetano gravou no “Pedrinha de Aruanda” (de Andrucha Waddington) com minha mãe. E Raul Seixas tem uma gravação que é um show. Foi onde estudei.

A melancolia se une a uma alegria infantil no álbum, explica Bethânia.
— Ao mesmo tempo em que sou eu senhora, sou eu meninota. Tanto que botei criança cantando. No CD, eu faço eu, eu conto eu, viajo em mim, passo para o caboclo, viro Iara, saio, viro tapuia.

A ideia do quintal, de liberdade, brincadeira, pé na terra, também se faz presente na exuberância seca, de poucos elementos, dos arranjos (a direção geral do CD é assinada por ela e Jorge Helder).

— Tem uma singeleza, uma naturalidade de cada um dos músicos. Eles iam realizando muito livremente, sem nenhuma pretensão de “ah, esse acorde”. Não tinha aquela festa do acorde, não.
Com essa simplicidade natural, a faixa de abertura, “Alguma voz” (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro), toca nos temas centrais de “Meus quintais”, entre eles o canto, que aparece no disco associado ao vento, ao mar, à terra e à voz humana:

— Ainda está muito longe de eu desvendar o mistério do canto. Acho lindo uma pessoa emitir. Um dessa maneira, outro daquela, essa individualidade que Deus determina. A voz traduz isso. E é o ar, sem o qual você não vive, que é o elemento do meu orixá. Fica uma casa boa para mim. Meu quintal."

O Globo

Fonte: http://www.paraiba.com.br/2014/06/05/20993-maria-bethania-poe-os-pes-na-terra-em-meus-quintais-veja-critica-do-novo-trabalho-da-baiana

22 de maio de 2014

Os Quintais de Bethânia... os quintais do Brasil


Maria Bethânia apresenta seu novo trabalho, "Meus Quintais" em pré-venda pela Biscoito Fino. Previsão de lançamento para a primeira quinzena de junho.


Repertório do CD:

1. Alguma voz (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro)
2. Xavante (Chico César) - música inédita
3. Casa de caboclo (Paulo Dáfilin e Roque Ferreira) - música inédita
4. Lua bonita (Zé do Norte e Zé Martins, 1953)
5. Candeeiro velho (Roque Ferreira e Paulo César Pinheiro)
6. Imbelezô eu (Roque Ferreira) / Vento de lá (Roque Ferreira) - músicas inéditas
7. Mãe Maria (Custódio Mesquita e David Nasser, 1943) -
8. Iara (Adriana Calcanhotto) - música inédita
9. A perigosa Yara - texto de Clarice Lispector (1920 - 1977)
10. Moda da onça (tema do folclore popular adaptado por Inezita Barroso em 1960)
11. Povos do Brasil (Leandro Fregonesi) - música inédita
12. Arco da velha índia (Chico César) - música inédita
13. Folia de Reis (Roque Ferreira) - música inédita

14. Dindi (Antonio Carlos Jobim e Aloysio de Oliveira, 1959)


15 de maio de 2014

Maria Bethânia: melhor cantora da música brasileira




Maria Bethânia recebeu o troféu de melhor cantora de MPB no 25º Prêmio da Música Brasileira, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro na noite de ontem (14/05/11). O evento iniciou com uma homenagem uma homenagem a Jair Rodrigues, além de Reginaldo Rossi e Dominguinhos.

Mateus Solano chamou Bethânia, que entrou descalça no palco, para cantar trechos de Santo Amaro ê ê, Quixabeira, Reconvexo, Minha Senhora e Viola Meu Bem. 

Foto AG News

Parabéns à nossa Rainha!!! 

27 de abril de 2014

25º Prêmio da Música Brasileira



A 25ª edição do Prêmio da Música Brasileira, que será realizada no dia 14 de maio no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, homenageará o samba, e conta com a indicação de Maria Bethânia na categoria de melhor Cantora de MPB.

Para essa categoria, Bethânia disputará ainda com Rosa Passos e Simone.

25 de fevereiro de 2014

A força que vem da raiz nas vozes de Maria Bethânia e Mariene de Castro



Maria Bethânia participa do 5º disco de carreira da cantora baiana Mariene de Castro. Intitulado “Colheita”, o disco traz 14 faixas, sendo 7 inéditas e 7 regravadas com a produção de Max Pierre. É o puro samba nas participações especiais de Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Hamilton de Holanda, Jacques Morelenbaum, Rildo Hora e a bateria da Portela.

Gravado na Toca do Bandido, no Rio de janeiro, Bethânia participa na faixa “A força que vem da raiz” composição de Roque Ferreira.

Foto: Bruno Pettinelli



Maria Bethânia faz show beneficente para o Saúde Criança

Maria Bethânia se apresentou no dia 23 de fevereiro no Rio de Janeiro com mais uma apresentação do show “Carta de Amor”. O show em prol do Saúde Criança foi no Vivo Rio, no Parque do Flamengo.
Bethânia acompanhada pelos músicos Tulio Mourão ( piano), João Gaspar (violão e guitarra), Paulo Dafilin (violão e viola), Jorge Helder (baixo), Pantico Rocha (bateria), Marcelo Costa (percussão) e Marcio Mallard (cello) fez seu show com toda a renda revertida aos projetos da Associação Saúde Criança.

20 de dezembro de 2013

Carta de Amor no Canal Brasil


“Com uma apresentação inspirada e muito aclamada, Maria Bethânia gravou o registro de sua última turnê, intitulada Carta de Amor, no Vivo Rio (RJ). Na produção do Canal Brasil em parceria com a Biscoito Fino, Bethânia interpreta as canções com sua habitual entrega, saboreando os versos.
O cenário de Bia Lessa – que também assina a direção do espetáculo – contém um tapete bordado no chão, um tronco de árvore que serve de apoio à cantora e luzes suspensas no palco criando diferentes ambientes. A artista está à vontade, dançando descalça e movimentando-se com amplitude, emocionando a todos os presentes.
Seu disco mais recente – Oásis de Bethânia, de 2012 – serviu de base para a escolha do repertório. Dentre as faixas, destacam-se O Velho Francisco, de Chico Buarque, e Carta de Amor, composição de Paulo César Pinheiro e da anfitriã. A cantora faz uma homenagem a Gonzaguinha interpretando quatro clássicos: Sangrando, Festa, Explode Coração (cantada à capela) e O Que É, O Que É. O roteiro é dividido em dois blocos (com um intervalo instrumental entre eles) e pontuado por momentos únicos, como Não Enche, de Caetano Veloso, A Casa é Sua, de Arnaldo Antunes, e uma versão de Na Primeira Manhã, de Alceu Valença. Antigos sucessos como Negue e Fera Ferida também marcam presença, fazendo a alegria dos fãs”.

Foto: Carlos Albuquerque

Acompanhada por sete músicos, Bethânia mostra arranjos sofisticados e entremeados por textos de autores como José Régio e Fernando Pessoa. Divididos pelos dois lados do palco, os instrumentistas ganham espaço para brilhar individualmente. Liderados pelo maestro Wagner Tiso ao piano, o grupo ainda conta com Gabriel Improta (violão e guitarra), Paulo Dafilin (violão e viola), Jorge Helder (baixo), Pantico Rocha (bateria), Marcelo Costa (percussão) e Marcio Mallard (cello). A artista canta, interpreta e recita em um momento de absoluta simplicidade. Não há firulas, nem troca de roupa. O tema é ela própria, simplesmente ela.

Domingo, dia 22/12, às 17h e sexta, dia 27/12, às 15h.


Fonte: Canal Brasil (Globo.com)

6 de dezembro de 2013

Fauzi Arap: uma vida dedicada ao palco


Foto: Agência O Globo

Fauzi Arap, prestigiado ator, diretor e autor de teatro, faleceu na manhã desta quinta-feira (05/12) em São Paulo. Ele tinha 75 anos e lutava há alguns anos contra um câncer na bexiga. Segundo familiares, ele morreu em casa enquanto dormia. Fauzi estreou no teatro como ator no fim dos anos 50, no teatro oficina. Em 1965, começou a carreira de diretor com Perto do Coração Selvagem, obra de Clarice Lispector adaptada por ele. Entre seus grandes trabalhos está a direção de Navalha na Carne, com Tonia Carreiro, em 1968. Em 1975, estreou como autor de peças de teatro com Pano de Boca. Durante sua carreira, recebeu grandes prêmios como o Molière de melhor autor e diretor por O Amor do Não, 1977. O Mambembe de melhor autor em Quase 84. E o prêmio Shell de melhor direção com Santidade e Caixa 2, no final dos anos 90. Em 1998, publicou uma autobiografia, Mare nostrum: sonhos, viagens e outros caminhos.



Cada vez que ouvimos Maria Bethânia declamar um poema ou explorar a dramaticidade de uma canção no palco, podemos ter a certeza de que ali também estará Fauzi Arap. Parceiro constante de Bethânia, ele concebeu e dirigiu os mais importantes shows de sua carreira, como Rosa dos Ventos (1971), A Cena Muda (1974), Pássaro da Manhã (1977) e Imitação da Vida (1996), criando para Bethânia uma personalidade cênica mantida até hoje.

12 de novembro de 2013

DVD e CD "CARTA DE AMOR"


O show traz sucessos de sua carreira, músicas do novo CD e canções inéditas em sua voz. No roteiro, canções do novo disco como "Casablanca" e "Barulho" (ambas de Roque Ferreira), "Velho Francisco" (Chico Buarque), "Salmo" (Rafael Rabelo/ Paulo Cesar Pinheiro) e "Carta de Amor" – esta que inspirou o título do álbum. Entre as músicas interpretadas por ela pela primeira vez, composições de Caetano Veloso ("Não Enche"), Arnaldo Antunes ("A Casa é Sua") e do português Pedro Abrunhosa ("Quem Me Leva os Meus Fantasmas"), além da inédita "Em Estado de Poesia", de Chico César. E ainda no roteiro, um medley de sambas de roda ligados por linha tênue à chula, costurados por "Reconvexo" (Caetano Veloso), sem deixar o Brasil rural de lado e sem esquecer os clássicos de seu repertório. “O show vem do disco; é a base de onde eu parti, da mudança sonora que fiz ali com vários músicos”, conta Bethânia. “O título do show não se refere apenas à faixa do disco “Carta de Amor”, mas a todo tipo de amor que canto no show: o amor maduro, o amor inconstante, o amor traído, o amor eterno, o passageiro, o triste, o alegre...”, completa.

Abaixo a capa do DVD e dos CDS:





Faixas do DVD:

1. Canções e Momentos
2. Sangrando
3. Salmo
4. A Dona do Raio e do Vento
5. Cântico Negro (Texto)/ Não Enche
6. Fogueira
7. Casablanca
8. Na Primeira Manhã
9. Calúnia
10. Negue
11. Barulho
12. Fera Ferida
13. Quem me Leva os Meus Fantasmas
14. Cais/ Maria, Maria
15. Festa
16. Dora
17. Lua Branca
18. Estado de Poesia
19. Guacyra
20. A Nossa Casa
21. Só Vendo Que Beleza (Marambaia)
22. A Casa É Sua
23. Santo Amaro Ê Ê/ Quixabeira/ Reconvexo/ Minha Senhora/ Viola Meu Bem
24. Minha Casa
25. O Velho Francisco
26. Carta de Amor
27. Escândalo
28. Salmo
29. Canções e Momentos
30. Mensagem


Prêmios Amália Rodrigues 2013



No dia 04 de novembro, foram premiados poetas, músicos, intérpretes e outras personalidades ou entidades que, cada um à sua maneira, servem ou serviram ao Fado. Maria Bethânia foi agraciada na categoria Internacional.  Pelo oitavo ano consecutivo, a Fundação Amália Rodrigues atribuiu os prêmios de Revelação, Álbum de Fado, Intérprete, Autor, Compositor, Instrumentista, Carreira e Divulgação Internacional. Este ano, o Júri decidiu criar ainda o prêmio Saudade-Lembrar para Honrar e um prêmio especial para Construtor de Instrumentos Tradicionais para o Fado. A cerimônia de entrega dos Prêmios Amália 2013 ocorreu no São Luiz Teatro Municipal em Lisboa numa gala que contou com a participação de Maria da Nazaré, Ricardo Ribeiro, Gisela João, Cristina Nóbrega e do pianista Júlio Resende.


Maria Bethânia, que há três anos cantou numa missa em memória de Amália, foi distinguida pela "sua aproximação ao fado" e pelo "respeito e dedicação" à fadista portuguesa.


11 de novembro de 2013

CD A Arca de Noé




Clássico infantil da música brasileira dos anos 1980, o disco "A arca de Noé", com temas do livro homônimo de Vinicius de Moraes, ganhou uma nova versão, produzida pela filha do poeta, Susana Moraes, junto com Dé Palmeira, Adriana Calcanhotto e Leonardo Netto, e lançada pela gravadora Sony Music.

Maria Bethânia abre o disco com o tom de profecia, em cima do arranjo original que o maestro Rogério Duprat escreveu em 1980, para Chico Buarque e Milton Nascimento cantarem. Miguel Atwood Ferguson foi o arranjador da nova versão.

Faixas do CD:

1. A Arca de Noé – Maria Bethânia, Seu Jorge e Péricles
2. O Leão – Caetano Veloso e Moreno Veloso
3. O Pato – Zeca Pagodinho
4. O Peru – Arnaldo Antunes
5. O Gato – Mart’nália
6. O Pintinho – Erasmo Carlos
7. A Corujinha – Chitãozinho & Xororó
8. As Borboletas – Gal Costa      
9. A Formiga – Mariana de Moraes
10. A Galinha D’Angola – Ivete Sangalo e Buraka Som Sistemas
11. O Pinguim – Chico Buarque
12. A Cachorrinha – Maria Luiza Jobim
13. O Elefantinho – Adriana Partimpim
14. As Abelhas – Marisa Monte
15. A Foca – Orquestra Imperial
16. São Francisco – Miúcha e Paulo Jobim
17. A Casa – Vinicius de Moraes


Encerramento turnê do show "Carta de Amor"



Maria Bethânia encerra a turnê do show Carta de Amor em São Paulo e no Rio de Janeiro. Em São Paulo o espetáculo aconteceu nos dias 01 e 3/11 no HSBC e no Rio de Janeiro será nos dias 23 e 24/11/13 no Vivo Rio. O show vem do disco Oásis de Bethânia, lançado em março do ano passado, que marca um formato novo na carreira de Bethânia: cada uma das 10 músicas do disco recebeu um arranjo inédito de convidados especialíssimos – que trouxeram a sofisticação de seus arranjos, unidos à sua voz.


“Esta sonoridade nova é a base de onde eu parti, da mudança sonora que fiz ali com vários músicos. O título do show não se refere apenas à faixa do disco “Carta de Amor”, mas a todo tipo de amor que canto no show: o amor maduro, o amor inconstante, o amor traído, o amor eterno, o passageiro, o triste, o alegre...”, explica Bethânia.


O show traz de volta o maestro Túlio Mourão, que nos anos 70/80 acompanhou os shows de Bethânia.



27 de setembro de 2013

70 anos de Edu Lobo







O DVD, que será lançado pela Biscoito Fino, tem as seguintes faixas:

1. Chegança (Edu Lobo e Oduvaldo Viana Filho, 1963)
2. Canção do amanhecer (Edu Lobo e Vinicius de Moraes, 1963)
3. Zambi (Edu Lobo e Vinicius de Moraes, 1963)
4. Upa, neguinho (Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri, 1967)
5. Cirandeiro (Edu Lobo e José Carlos Capinam, 1967) - com Maria Bethânia
6. Pra dizer adeus (Edu Lobo e Torquato Neto, 1967) - com Maria Bethânia
7. Zanzibar (Edu Lobo, 1970)
8. No cordão da saideira (Edu Lobo, 1967) - com Bena Lobo
9. Ponteio (Edu Lobo, 1967) - com Bena Lobo
10. Vento bravo (Edu Lobo e Paulo César Pinheiro, 1973)
11. O boto (Antonio Carlos Jobim e Jararaca, 1975)
12. O trenzinho do caipira (Heitor Villa-Lobos e Ferreira Gullar, 1978)
13. Pé de vento (Edu Lobo)
14. Angu de caroço (Edu Lobo e Cacaso, 1980)
15. Ave rara (Edu Lobo e Aldir Blanc, 1993)
16. A história de Lily Braun (Edu Lobo e Chico Buarque, 1983) - com Chico Buarque
17. Lábia (Edu Lobo e Chico Buarque, 2001) - com Chico Buarque
18. Choro bandido (Edu Lobo e Chico Buarque, 1985) - com Chico Buarque
19. Beatriz (Edu Lobo e Chico Buarque, 1983)
20. Opereta do casamento (Edu Lobo e Chico Buarque, 1983)
21. A mulher de cada porto (Edu Lobo e Chico Buarque, 1985) - com Mônica Salmaso
22. Coração cigano (Edu Lobo e Paulo César Pinheiro, 2010) - com Mônica Salmaso
23. Valsa brasileira (Edu Lobo e Chico Buarque, 1988) - com Mônica Salmaso
24. Noite de verão (Edu Lobo e Chico Buarque, 2001)
25. Frevo diabo (Edu Lobo e Chico Buarque, 1988)
26. Na carreira (Edu Lobo e Chico Buarque, 1983) - com os convidados
27. Canto triste (Edu Lobo e Vinicius de Moraes, 1967)

28. Corrida de jangada (Edu Lobo e José Carlos Capinam, 1967) - com os convidados

28 de agosto de 2013

Edu Lobo comemora 70 anos de vida e 50 de carreira



Edu Lobo irá celebrar seus 70 anos fazendo uma das coisas que mais gosta: tocando seus maiores sucessos em dois dos palcos mais importantes do país. O primeiro show comemorativo acontecerá no dia 29 de agosto, data de seu aniversário, às 21h, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. O evento será palco para a gravação do DVD de comemoração dos seus 50 anos de carreira e contará com participações especialíssimas de Bena Lobo, Chico Buarque de Holanda, Maria Bethânia e Mônica Salmaso. No repertório, Edu deu preferência aos grandes sucessos que marcaram sua trajetória. “O público não gosta de ouvir o que não conhece. Escolhemos músicas que eles pudessem se identificar”.

Para a ocasião, Edu convidou o amigo e grande conhecedor de sua obra, o jornalista Hugo Sukman para roteirizar e dirigir o show. Sukman preparou uma biografia musical que conta, em ordem cronológica, toda a trajetória do compositor desde suas maiores parcerias até as canções que marcaram época. “Zambi”, “Upa Neguinho”, “Pra Dizer Adeus”, “Ponteio”, “Beatriz” e “Choro Bandido”, são algumas que marcam momentos importantes de sua história. História que marcou a música brasileira por sua personalidade mantida ao longo de toda a estrada, misturando a carioquice do sangue com a alma tipicamente nordestina.