27 de agosto de 2012

Entrevista de Bethânia ao Correio - Bahia


Entrevista concedida por Maria Bethânia ao jornalista Hagamenon Brito do Jornal Correio da Bahia, publicada no dia 26/08/2012:


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"Caetano decidiu que Gal seria sua cantora", diz Maria Bethânia

Em espetáculo no TCA, Maria Bethânia fala sobre relação do irmão com Gal Costa e diz que Chico é 'o homem mais bonito do mundo'




Foto: Divulgação
'Chico é o homem mais bonito do mundo', se derrete Bethânia
Maria Bethânia, 66 anos, e Chico Buarque, 68, têm uma longa e afetiva relação na MPB. Começou na década de 60, teve seu marco inicial em disco quando Bethânia gravou pela primeira vez uma canção de Chico Buarque - Rosa dos Ventos, no álbum A Tua Presença (1971) -, passou pelo palco num show e turnê em conjunto, em 1975, e segue acompanhando o movimento da vida.
O novo capítulo dessa ligação e admiração artística é o espetáculo Maria Bethânia Canta Chico Buarque. O projeto, idealizado por Monique Gardenberg para o Circuito Cultural Banco do Brasil, estreou em 2011 e sua série de cinco apresentações este ano chega ao fim hoje no TCA, 20h, com ingressos há muito  esgotados.
Com aproximadamente 30 músicas, incluindo o bis, o repertório do espetáculo privilegia as canções de Chico Buarque interpretadas pela filha de dona Canô ao longo dos seus 47 anos de vitoriosa carreira.
Cada vez menos dramática e mais serena em cena, mas sempre autoral e intensa, Bethânia canta clássicos como Rosa dos Ventos, Baioque, Maninha, Apesar de Você, Gente Humilde, Sonho Impossível, Cálice, Roda Viva, Beatriz, Gota d’Água, Noite dos Mascarados, A Rita, Terezinha, Olhos nos Olhos, Tatuagem e Olê, Olá. 
Confira entrevista feita por telefone com Maria Bethânia, que nos atendeu em sua casa, no Rio, sempre atenciosa.


De um lado, você tem Caetano Veloso que, além de ser seu irmão, é um grande compositor e está sempre presente em sua carreira. Do outro, Chico Buarque, de quem você já cantou mais de 50 músicas e de quem é, para muitos, a melhor intérprete. Qual o seu compositor predileto entre os dois?

Caetano e Chico são os dois compositores da minha vida, estão presentes no meu repertório nestes 47 anos de estrada, cada um à sua maneira. São os dois pilares da minha música e uso as canções de cada um deles de acordo com aquilo que estou querendo expressar naquele momento. Sou uma intérprete e utilizo aquilo deles que melhor me traduz.
Tão íntima assim da obra desses dois gigantes da MPB, quais as particularidades de composição que você ressaltaria em Chico e Caetano?
São vanguardistas, admiráveis e têm personalidades muito fortes. Ambos me conhecem e eu ouço os dois sempre, em casa, porque me exercito e me alimento como intérprete, e sou íntima da obra deles. São românticos, são épicos, sabem falar sobre a vida de todas as maneiras possíveis. São pessoas que eu quero muito e que têm o dom de me traduzir.
Você lembra da primeira vez em que viu, em que encontrou Chico Buarque nos anos 60?
Não me lembro do primeiro encontro fisicamente, mas lembro da primeira música que ouvi de Chico: Olê, Olá. Foi com Vinicius (de Moraes), em São Paulo, no Teatro de Arena, que apresentava o espetáculo Arena Conta Zumbi (1965), que era deslumbrante. Na época, todos nós apresentávamos nossos shows e depois íamos para o Teatro de Arena, e numa dessas noites, Vinicius me mostrou Olé, Olá. A música de Chico chegou para mim antes de sua imagem física.

Vi você e Chico juntos duas vezes na vida. Na primeira, no cinema, no musical Quando o Carnaval Chegar (1972), de Cacá Diegues, que tinha também a doce Nara Leão (1942-1989). E no filme vocês passavam, para mim, uma ideia de namoro (risos)...
(Risos). Eu era a Rosa, muito brincalhona. Eu e Chico somos geminianos, temos um elo forte, somos brincalhões. De certa maneira, tinha um pouco de verdade, era uma brincadeira platônica (risos). Chico é o homem mais bonito do mundo!
Às vezes, brinco com amigas jovens que acham que Chico ainda é um homem lindo. Digo que ele já tem 68 anos, que está velho... Bem, coisas do humor típico de um canceriano (risos).
Que nada, ele está cada vez mais bonito. Adoro quando a luz bate nos cabelos grisalhos dele, adoro as mãos dele, o jeito. Ele é todo lindo!
Foi difícil selecionar o repertório desse show, já que você gravou ou interpretou dezenas de canções de Chico? Como foi o processo?
 São canções de Chico que têm a ver comigo, com o meu passado. Não faria sentido gravar composições mais atuais de um artista que continua na ativa. Mas o repertório é um desenho de Chico Buarque por inteiro, da sua visão do Brasil, de amor, do cotidiano, da época do protesto contra a ditadura, da sua relação com a vida, com as dores e as alegrias. Parece que Chico escreve o que eu penso, da maneira que eu penso. Não mudaria uma vírgula. O Chico romântico, por exemplo, é um alicerce de todo o meu repertório.


A segunda vez que vi você e Chico juntos foi no show Chico Buarque & Maria Bethânia, em 1975, no Teatro Guaíra, em Curitiba. Um dos shows inesquecíveis da minha vida, aliás. Como foi aquele convívio?
Só no Canecão, no Rio, foram oito meses em cartaz, de terça a domingo. Além do encontro quase diário no palco, às vezes jantávamos juntos. Naquele tempo, aliás, os artistas se encontravam muito, queríamos mostrar um acorde novo, uma música nova, uma poesia... Compartilhávamos tudo pessoalmente, não era algo virtual como agora.
No último domingo, Chico Buarque assistiu ao seu show no Vivo Rio, no Rio de Janeiro. Como foi?
Um presente de papai do céu!  Uma coisa é cantar as músicas de Chico, outra é cantar para ele (risos). Ele levou as filhas, a namorada, o neto... Gosto de toda a família, adoro Miúcha, a irmã dele. Dona Amélia (NR: mãe de Chico, morta em 2010, aos 100 anos) dizia que eu era uma filha dela (risos), que era  tudo uma família: Hollanda Velloso, Velloso Hollanda.
Existe a possibilidade do show ser lançado em disco? Quais os planos após o término da turnê, em Salvador?
Todo show que faço é registrado pela Biscoito Fino, mas ainda é cedo para pensar se este será transformado em disco. Preciso de um maior distanciamento. Como parei tudo para fazer essa série de shows, vou ter que retomar a ideia da turnê de Oasis (NR: último álbum da cantora, lançado em abril) do zero. Não sei se o show de Oasis estreará ainda este ano, porque só de ensaio precisaria de três meses.

Você ficou com ciúmes, digamos, por Caetano Veloso ter feito um álbum (Recanto/2011) inteiro para Gal Costa cantar?
De jeito nenhum. Caetano decidiu que Gal seria sua cantora já no show Nós, por Exemplo (1964), aí no Vila Velha. Ele fez essa opção e todo compositor tem esse direito, não me cabe julgar. O Lulu (Santos) costuma dizer que "Cada cantor tem que saber qual o seu aquário". Tem quem ache isso grosso, mas acho fofo. A maior cantora do mundo é Nana (Caymmi), mas não tem a ver comigo, com meu modo de interpretar. Ao encontrar com Chico, domingo, eu disse: "Sei que não sou a sua cantora, mas eu me candidato a esse posto" (risos). Sou uma intérprete e Caetano é fundamental em minha música, mas a cantora dele é Gal Costa. Não há nada demais nisso.

22 de agosto de 2012

Encontro de Maria Bethânia e Chico Buarque



Enfim o público foi contemplado com o tão esperado show de Maria Bethânia, cancelado por motivos de saúde no começo do mês. A apresentação da noite deste domingo, 19, encerrou o projeto Circuito Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, com Bethânia emprestando sua voz às canções de Chico Buarque .
Toda de branco, vestido de mangas compridas e cauda assimétrica, Bethânia subiu ao palco de pés descalços, como de costume. Com o homenageado na plateia, ela declarou: "Chico não tem fim, não se resume. Essa é apenas uma pequena, mas amorosa homenagem a ele".
O cantor fez questão de visitar a intérprete da noite nos bastidores e, já na saída, não poupou elogios: "Achei lindo, fiquei muito emocionado. Hoje eu a achei muito alegre e isso me fez feliz. Ela estava maravilhosa", afirmou. 

Fotos de Philippe Lima e Felipe Panfili - AgNews:




20 de agosto de 2012

PROJETO: MÚSICA E POESIA NA ESCOLA – UMA LEITURA DIDÁTICA DA OBRA DE MARIA BETHÂNIA


O Projeto “Música e Poesia na Escola – Uma leitura didática da obra de Maria Bethânia” é uma iniciativa da professora de Língua Portuguesa Daniella Paula Oliveira – educadora em Escola Estadual e no Educandário Espírita Maria de Nazaré - obras sociais Wantuil de Freitas (Cuiabá-MT), onde o projeto se desenvolve. O mesmo visa à difusão da literatura e da música e suas Vertentes pedagógicas junto à comunidade escolar, através da obra da cantora brasileira Maria Bethânia.

Com o objetivo de inserir no contexto escolar a reflexão e a vivência da Música e da Poesia, através da obra da cantora Maria Bethânia, trabalhando de maneira lúdica e significativa a interdisciplinaridade, jovens do Ensino Fundamental II e Médio da Escola fizeram pesquisa sobre a biografia de Bethânia e também sobre os autores dos textos declamados por ela e os compositores das canções selecionadas para serem trabalhadas em sala, expressam o que de mais significativo descobrem com o estudo da Música e da Poesia através de poemas, biografias recontadas de forma poética, composições musicais, analogias entre canções e textos, grafites, pinturas em telas, peças teatrais e até um show interpretativo.
O Projeto “Música e Poesia na Escola – Uma leitura didática da obra de Maria Bethânia” é uma forma de viabilizar o conhecimento interdisciplinar de maneira humana e abrangente. Buscando unificar o conhecimento e a prática consciente do mesmo, resultando assim, em um encontro entre a dinâmica da leitura (poética, musical e social) e o crescimento do indivíduo.
Instrutora Daniella Paula Oliveira, professora, escritora e produtora cultural; graduada em Letras (Universidade de Cuiabá – UNIC), pós-graduada no Curso de Extensão “A Reciprocidade: Teoria e Prática / Formação de Leitores” (Pós-graduação lato sensu Portal da Educação/EAD); pós-graduando em Psicopedagogia (Instituto de Educação Ibero Americano), e estudante de Filosofia à maneira clássica (Organização Internacional Filosófica Cultural de Voluntariado Nova Acrópole).

Desenho dos alunos trabalhando a prática da literatura na obra da Bethânia, retratando Sophia de Mello Breyner, Chico Buarque, Clarice Lispector, Caetano Velloso e Manuel Bandeira.

Essa tela foi pintada por Rodrigo - aluno do 9º ano - durante estudo sobre a cultura afro na arte de Maria Bethânia. Essa é Yansã (ou Yemanjá – se preferirem) exaltando Bethânia.



Instrutora Daniella Paula Oliveira, professora, escritora e produtora cultural; graduada em Letras (Universidade de Cuiabá – UNIC), pós-graduada no Curso de Extensão “A Reciprocidade: Teoria e Prática / Formação de Leitores” (Pós-graduação lato sensu Portal da Educação/EAD); pós-graduanda em Psicopedagogia (Instituto de Educação Íbero-Americano), e estudante de Filosofia à maneira clássica (Organização Internacional Filosófica Cultural de Voluntariado Nova Acrópole).

4 de agosto de 2012

Bethânia recita Lya Luft - O Lado Fatal



Maria Bethânia interpretou cinco poemas da escritora gaúcha Lya Luft presentes no livro O Lado Fatal, que ficou 23 anos fora das prateleiras. Na obra, Lya disseca a mais solitária das emoções humanas — o luto —, e transforma em poesia a dor pela morte e a perda. O vídeo, em digital e super8, foi dirigido por Marcio Debellian, com poemas do livro selecionados pela própria Bethânia. O Lado Fatal de Lya traz à baila uma reflexão sobre o grande duelo existencial: vida x morte. 
Cada página faz ressurgir o lado represado que tentamos abafar em soluços que vêm dos nossos mais dignos sentimentos: o Amor. Lya é pródiga em traçar na sua tessitura o poético diante das cicatrizes humanas.

Vejam o vídeo:




Adiado show "Bethânia interpreta Chico Buarque" no Vivo Rio


Maria Bethânia teve que adiar um show que realizaria na noite de sábado (4), na casa de shows Vivo Rio, no Rio de Janeiro. De acordo com a assessoria de imprensa da cantora, ela passou mal de uma gastroenterite, na terça-feira (31), e chegou a receber assistência médica em sua residência. "Ela ficou muito fraca porque perdeu muitos sais minerais, ficou desidratada", contou a assessora.
Ainda debilitada, Bethânia recebeu orientação médica para ficar em repouso até que esteja totalmente restabelecida. Além da apresentação de sábado (4), a cantora não pôde comparecer a um encontro com o crítico musical Zuza Homem de Mello, no Teatro do Centro Cultural do Banco do Brasil, no centro do Rio de Janeiro, para falar sobre sua trajetória profissional.
Segundo a assessoria, o show está remarcado para 19 de agosto, no mesmo local. Os ingressos adquiridos serão aceitos na nova data da apresentação - quem optar pela devolução do dinheiro deve se dirigir à bilheteria do Vivo Rio.
ATENÇÃO: A NOVA APRESENTAÇÃO ACONTECERÁ ÀS 21 HORAS (a original estava programada para as 22 horas)

Fontes: Site Terra e Banco do Brasil. 

2 de agosto de 2012

Cancelada entrevista com Zuza Homem de Mello



Maria Bethânia passa mal e cancela bate-papo com público no Rio



Cantora recebeu orientação médica de repouso após gastroenterite virótica.
Show que a intérprete faz neste sábado (4), no Vivo Rio, está confirmado.

Por conta de uma gastroenterite virótica, a cantora Maria Bethânia não poderá participar do bate-papo com o crítico musical Zuza Homem de Mello, agendado para esta quinta-feira (2), no Centro Cultural Banco do Brasil, no Centro do Rio. Uma nova data será anunciada em breve.
De acordo com a assessoria de imprensa do evento, a cantora se sentiu mal nesta terça-feira (1º). Ela foi medicada em casa e já está melhor, mas recebeu orientação médica de repouso até sexta-feira (3).
O encontro gratuito e aberto ao público, no qual a intérprete falará sobre sua trajetória, faz parte da agenda do Circuito Cultural Banco do Brasil.
Apesar do mal estar da cantora, o show que a intérprete realizará neste sábado (4), no Vivo Rio, cantando o repertório de Chico Buarque, está confirmado.

Notícia extraída da fonte: http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2012/08/maria-bethania-passa-mal-e-cancela-bate-papo-com-publico-no-rio.html

29 de julho de 2012

Lp Oásis de Bethânia


Maria Bethânia em coletiva de divulgação do novo CD, nesta quarta (28), no Rio de Janeiro (Foto: José Raphael Berrêdo / G1)

Foto: José Raphael Berrêdo / G1

“Pensar que existe esse lugar no meu país me coloca do tamanho que eu sou. É uma situação limite que Deus colocou, um lugar onde falta tudo. O sertão é resignação, dignidade e silêncio”.
Assim Maria Bethânia se referiu à capa de “Oásis de Bethânia” ocasião de seu lançamento em março deste ano. Agora, esse disco, tem sua versão em LP que já se encontra em pré-venda. O LP de Bethânia (Biscoito Fino) tem a belíssima foto de Gringo Cardia do sertão de Alagoas que diz Bethânia ser o lugar onde pode mante-se centrada, com os pés no chão.
O título “Oásis de Bethânia” foi inspirado num texto da própria Maria Bethânia, sendo seu 50º trabalho (34 entre LPs e CDs, gravados em estúdio, e 16 ao vivo) em 47 anos de carreira.

FAIXAS

01  Lágrima
Autores: Candido das Neves

02  O Velho Francisco
Autores: Chico Buarque
Participação especial: Lenine

03  Vive - Inédita
Autores: Djavan Participação especial: Djavan

04  Casablanca
Autores: Roque Ferreira

05  Calmaria - Inédita
Autores: Jota Velloso
*Citação: Não Sei Quantas Almas Tenho
Autores: Bernardo Soares
Edição Fauzi Arap

06  Fado - Inédita
Autores: Roque Ferreira

07  Barulho
Autores: Roque Ferreira

08  *Citação: Lágrima
Autores: Sebastião Nunes / Garcia Jr. / Jackson do Pandeiro
Calúnia
Autores: Marino Pinto / Paulo Soledane

09  Carta de amor - Inédita
Autores: Paulo Cesar Pinheiro
*Texto: Maria Bethânia

10  Salmo
Autores: Rafael Rabelo e Paulo Cesar Pinheiro


26 de julho de 2012

Encontro Maria Bethânia com Zuza Homem de Mello




Como parte da série de shows em que Maria Bethânia interpreta a obra de Chico Buarque, o Circuito Cultural Banco do Brasil promove no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro (CCBB) encontro aberto ao público no qual falará da trajetória de sua carreira com Zuza Homem de Mello.
Uma conversa entre o musicólogo e jornalista com a mais autoral das cantoras brasileiras. Durante o encontro, serão debatidos temas como o início da carreira de Bethânia, a sua formação musical, a relação com as canções e com o irmão, Caetano. Bethânia também vai contar como Dalva de Oliveira, Vinicius de Moraes, Tom Jobim e a Jovem Guarda, mais particularmente Roberto Carlos, influenciaram sua carreira, além de discorrer sobre artistas que a atraem no cenário de hoje, como Adriana Calcanhotto, Arnaldo Antunes e Vanessa da Matta.  Sobre Chico Buarque, de quem já gravou mais de cinquenta canções, Bethânia falará sobre o primeiro contato com a obra do compositor, a primeira música gravada por ela, o show que fizeram juntos em 1975, além de detalhes sobre as apresentações do Circuito Cultural Banco do Brasil.

Encontro Maria Bethânia
Mediação: Zuza Homem de Mello
Data: 2 de agosto (qui), 12h30
Teatro I
Entrada gratuita.
Distribuição de 120 senhas uma hora antes do início do evento.


24 de julho de 2012

Baú da Dona Ivone - A Dama do Samba




Aos 91 anos, Dona Ivone Lara subirá no palco do Teatro Rival, na Cinelândia, para apresentar o cd Baú da Dona Ivone, nesta quarta-feira (25/07/2012), às 19h30m.  

No show, a Dama do Samba contará com as participações de André Lara, Áurea Martins, Delcio Carvalho, Juninho Thybau, Luiza Dionísio, Monarco e Nelson Sargento.

O Projeto Baú da Dona Ivone, apoiado pela Prefeitura do Rio de Janeiro(PCRJ) e produzido pelo Instituto de Desenvolvimento do Esporte e da Cultura (IDEC), apresenta um CD com 12 obras inéditas de DONA IVONE LARA que passam por diversos momentos da trajetória de Dona Ivone Lara e seus parceiros. As obras abordam temáticas do Universo afetivo da primeira Dama como as escolas de samba da cidade do Rio de janeiro, o amor, a vida em família, a espiritualidade ancestral e a Bahia que esporadicamente aparece de forma carinhosa no repertório de Dona Ivone. Além do forte conteúdo social o CD conta com a participação de grandes nomes do SAMBA e da MPB que interpretam divinamente as canções, que não mais poderiam estar guardadas, longe do acess o do grande público.


Maria Bethânia, Caetano Veloso, Beth Carvalho, Diogo Nogueira, Nei Lopes, dividem músicas que falam do seu afeto com as escolas de samba da cidade do Rio de Janeiro, o amor, a vida em família, a espiritualidade ancestral e a Bahia que aparece de forma carinhosa no repertório da também compositora.
Todas as pessoas que forem ao Teatro Rival receberão o cd “Baú da Dona Ivone” que não será comercializado. Mas, cópias deles serão distribuídas em escolas da rede municipal de ensino.
O valor dos ingressos varia entre - R$ 60 a inteira, R$ 45 para os 200 primeiros pagantes e R$ 30 meia-entrada para estudantes, idosos, professor da rede municipal e a lista amiga.

Ficha técnica do Show:
VIOLÃO DE 6 CORDAS – JULINHO SANTOS
CONTRABAIXO – DUDU DIAS
CAVAQUINHO – MAURICIO VERDE
BATERIA – LUCIANO BROA
TECLADOS – NÉLIO JUNIOR
PERCUSSÃO – ÁLVARO BARCELOS/ DADÁ COSTA SOPROS – HENRI POGGI
CÔRO: ARI BISPO/SARAH/CIRANINHO
DIREÇÃO MUSICAL: MAURICIO VERDE
DIREÇÃO GERAL: BRUNO CASTRO


15 de julho de 2012

El sonido desnudo de Bethânia


lanacion.com

En su nuevo disco, la artista busca la mayor intensidad con el mínimo de medios. Foto: EFE 



Por Fernando López | LA NACION em 15 de julho de 2012

"El oasis de Maria Bethânia es el sertão, "donde no hay nada, no hay agua, la vida es seca. El límite que Dios colocó -dice ella-; el que me muestra del tamaño que soy". La bahiana quiso recrear esa situación de desierto, de aridez, y también de autoconocimiento, para encarar el nuevo álbum, el número 50 y el primero que firma como responsable de la creación general, compartida con el bajista Jorge Helder. Quería un disco desnudo, sólo la voz y uno o dos instrumentos: en el Oásis de Bethânia se busca la mayor intensidad con el mínimo de medios. Es un trabajo personal, que la expresa íntimamente en sus sentimientos: soledad, nostalgia, rabia, dolor y el goce intenso de la vida. Habría querido hacerlo sola, pero optó por otra innovación: convocó a artistas diversos para que produjeran cada tema. Uno es, claro, Jaime Alem, su arreglador por años, que realza el "Fado" con su viola caipira en lugar de la guitarra portuguesa. Otro, Lenine, que inyecta swing en "O velho Francisco", la canción de Chico Buarque que presentaba, sin saberlo, al que sería eje de su última novela, la admirable Leche derramada . Otro más, Hamilton de Holanda, cuyo bandolín seduce en "Lágrima", inmejorable apertura. No hay riesgo de que la multiplicidad de lenguajes conspire contra la unidad del disco: la personalidad artística de la bahiana impone el sello inconfundible.

Bethânia cambia para seguir siendo la misma. La variedad de sonoridades suma atractivos a un programa cuyos relativos altibajos la voz -poderosa, intacta, cada vez más precisa y refinada en la búsqueda de matices- se encarga de velar. Para el repertorio, elige los temas que mejor traducen su estado de espíritu: en "Salmo" canta su renovada fe en la vida; "Calmaria", sólo acompañada por dos berimbaus, ilustra el período de aislamiento y reflexión que vivió el año pasado y la conduce a la poesía para definirse a sí misma con versos de Fernando Pessoa. Del repertorio de su admirada Dalva de Oliveira, escoge un viejo éxito, "Calúnia", y hace de él una presumible respuesta a quienes la colocaron en el centro del escándalo mediático que generó el apoyo oficial a un blog dedicado a la poesía en el que ella se encargaría de leer los textos. El proyecto fue abandonado, pero el episodio le dejó su marca.

El desahogo de "Calúnia" se vuelve rabiosa cólera, con sus propias palabras, en "Carta de amor", donde descubre la agresividad de una mujer acosada. "No te metas conmigo que no ando sola" advierte en falsete en el comienzo de esta mezcla de textos declamados y trechos en clave de samba de roda (aporte de Paulo Cesar Pinheiro), y se declara protegida por todas las entidades humanas o sobrenaturales, del Niño Dios a Iemanjá. "No pruebo tu hiel, no piso tu suelo", le dedica a su innominado destinatario. Y cuando le preguntan si es su respuesta a quienes se ensañaron con ella, responde: "Al que le quepa el sayo, que se lo ponga". Poco importa eso, importa el resultado: uno de esos estremecedores relámpagos poético-dramáticos que suele alcanzar en sus shows y en sus registros. Y el momento más vibrante del disco.."


13 de julho de 2012

Circuito Cultural Banco do Brasil JULHO-AGOSTO 2012





Depois de escalas em Curitiba, São Paulo, Ribeirão Preto, Goiânia e Recife, o Projeto Circuito Cultural Banco do Brasil volta às cidades de Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre e Salvador. Na série de shows, que serão realizados nos meses de julho e agosto, Sandy reverencia Michael Jackson, Maria Bethânia interpreta a obra de Chico Buarque e Lulu Santos canta a fase roqueira de Roberto e Erasmo Carlos.

Maria Bethânia, que já interpretou mais de 50 canções de Chico Buarque ao longo de seus 45 anos de carreira, vai interpretar músicas como "Vai Trabalhar, Vagabundo", "Valsinha" e o samba-enredo "Chico Buarque da Mangueira", além de "Olhos nos olhos" e "Rosa dos Ventos", já conhecidas de seu próprio repertório.

Idealizados por Monique Gardenberg, em cocuradoria com Toni Platão, os espetáculos estrearam em novembro do ano passado e agora estarão nas cidades e datas abaixo.

Circuito Cultural Banco do Brasil

Belo Horizonte (Palácio das Artes) 27 a 29 de julho
Rio de Janeiro (Vivo Rio) 2 a 4 de agosto
Brasília (Teatro Nacional) de 8 a 10 de agosto
Porto Alegre (Teatro do Sesi) 14 a 16 de agosto
Salvador (Teatro Castro Alves) 24 a 26 de agosto

Fliporto - Festa Literária Internacional



A abertura da Fliporto 2012 será com um recital poético de Maria Bethânia, num espetáculo inédito em Pernambuco. 




"Bethânia e as Palavras" abrirá o evento na noite do dia 15 de novembro em Olinda.

5 de julho de 2012

Circuito Cultural Porto Seguro




"Vem de muito tempo a ligação de Maria Bethânia com as palavras. Desde o colégio em Santo Amaro, quando seu professor Nestor Oliveira a ensinou, assim como a seu irmão Caetano Veloso, a ouvir poesia. Esta paixão pelas palavras ela levou para os palcos, nos textos que sempre recitou em seus espetáculos – desde o famoso show de estreia no Teatro Opinião, em 1965.
E é esta relação com as palavras que Bethânia vai mostrar durante o show “Bethânia e as Palavras”, com leitura de poemas e textos escolhidos por ela, com os quais tem intimidade e que foram importantes para sua vida. Neste projeto, contou com a colaboração de Hermano Vianna e Elias Andreatto. Mesclando leitura e música, com canções pouco usuais em seu repertório, será acompanhada do violonista Luiz Brasil e do percussionista Carlos Cesar.

O projeto começou em Minas, no ano passado, quando Bethânia foi convidada pela UFMG para participar do ciclo de conferências Sentimentos do Mundo. Logo em seguida realizou outras leituras na Casa do Saber/RJ, PUC/RJ, no Itamaraty/Brasília (para o Encontro Mundial dos Países de Língua Portuguesa) e, mais recentemente, na Casa Fernando Pessoa, em Portugal, como retribuição à Ordem do Desassossego que recebeu com a imortal Cleonice Berardinelli por ser, no Brasil, uma das maiores divulgadoras do legado de Fernando Pessoa.

Agora, pela primeira vez em teatro, Bethânia lerá poetas e escritores de todas as gerações: Guimarães Rosa, Manuel Bandeira, Cecília Meireles, Ramos Rosa, Sophia de Mello Breyner Andersen, o moçambicano José Craveirinha, Padre Antonio Vieira, Caetano Veloso, Fausto Fawcet, Ferreira Gullar, entre muitos outros, entremeados por trechos de conhecidas canções brasileiras e portuguesas como ABC do Sertão (Luiz Gonzaga), Romaria (Renato Teixeira), Último Pau de Arara (J. Guimarães/Venâncio/Corumbá), Estranha Forma De Vida (Amália Rodrigues), Marinheiro Só (domínio público/adaptação Caetano Veloso), Dança da Solidão (Paulinho da Viola) e Menino de Jaçanã (Luis Vieira/Arnaldo Passos).

Maria Bethânia reconhece que dizer poesia, hoje em dia, “neste mundo de corre-corre”, é “um desafio”, mas também, “uma ideia que comove e atrai”. E Fernando Pessoa, o poeta da sua vida, não fica de fora. “É a minha tradução mais fiel”, afirma, acrescentando: “Suporta minha respiração, minha cadência e o ritmo desassossegado do meu coração”. O poeta é lembrado com pungentes poemas, como o Poema do Menino Jesus, de Alberto Caieiro, popularizado pela intérprete a partir do show Rosa dos Ventos; e Ultimatum, de Álvaro de Campos, que soa impressionantemente atual desde sua leitura no show Dentro do Mar tem Rio."

Ficha Técnica:
Direção: Elias Andreatto
Colaboração: Hermano Vianna
Violonista: Luiz Brasil
Percussionista: Carlos César

Circuito Cultural Porto Seguro
Espetáculo "Bethânia e as Palavras" – Leitura Poética
Dias: 07 e 08 de Julho
Horários: sábado, às 21h, e domingo, às 19h
Local: Teatro Universitário - Av. Fernando Ferrari, 514, campus da Ufes, Goiabeiras, Vitória
INGRESSOS ESGOTADOS

Fonte: http://www.folhavitoria.com.br

26 de junho de 2012

Viver com Fé - GNT



Na quarta-feira passada (20/06/2012), Cissa Guimarães recebeu Maria Bethânia no programa “Viver com Fé”, no GNT. Na conversa super descontraída, Bethânia assumiu seu apego e devoção com Nossa Senhora: “Tudo meu é com ela porque não tenho muita coragem de falar com Deus”, revela. Maria Bethânia ainda contou qual é sua oração preferida. “Vem um pensamento, uma preocupação, uma alegria ou um desejo, e eu, imediatamente, completo com Ave Maria”, explica. Dona Canô também foi lembrada durante o bate-papo de Cissa e Bethânia. “Ninguém pode viver sem amor, sem festa e sem devoção”, citou a frase tão usada pela mãe. As informações são do site oficial do programa.