12 de junho de 2014

O canto florestal de Maria Bethânia

"Meus Quintais", novo trabalho da Abelha Rainha, retrata os sons de um Brasil interiorano e íntimo à cantora

11/06/2014 09:05 - Renato Contente, da Folha de Pernambuco
Tomas Rangel/Divulgação
"Pra mim quintal é família, agasalho, sexo", defende a cantora sobre o tom íntimo do CD
 Maria Bethânia é o tipo de artista que nutre uma poética circular, com profundo respeito à própria essência e aos ciclos que a integram. Se sua voz primeiro explodiu num contexto político inflamado, ao dar o grito de alerta para a miséria do Nordeste, no show "Opinião" (1965), a baiana não demorou a se aproximar dos três eixos que definiriam a maior parte da sua arte pelos 50 anos seguintes: o amor romântico, a imersão nas raízes brasileiras e a devoção pela natureza, representando sua religiosidade.
Depois do álbum de estúdio "Oásis de Bethânia" (2012) e do registro ao vivo "Carta de amor" (2013), ambos sugerindo uma Bethânia na defensiva diante de uma frustração pessoal (um amor que desandou? As desavenças coma imprensa?), a filha de Dona Canô traz uma persona mais leve, serena e um pouco saudosista em seu novo disco de inéditas, "Meus quintais", recém-lançado pela gravadora Biscoito Fino.
Ao mesmo tempo em que é um descanso da temática de amores absorventes, a obra marca um retorno da artista às suas origens e as de seu Brasil, aquele mundo que começou a ser construído nos quintais de Santo Amaro da Purificação, na Bahia. Em entrevista coletiva transmitida pela internet, a Abelha-Rainha justificou a escolha ao dizer que o quintal é um marco zero no que diz respeito a tatear a vida: "Foi lá onde aprendi a água, a folha, o vento, o silêncio, a cantar, errar, acertar, namorar. Pra mim quintal é família, agasalho, sexo. Tudo começa ali".
O disco é aberto e se encerra com sons de piano, como se o instrumento descortinasse a floresta íntima de Bethânia para depois resguardá-la novamente. O amor ao canto, esse deus generoso com a família da artista, é louvado na bela canção inicial "Algum canto", de Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro. Assim como em "Alguém cantando", de Caetano Veloso, a música vincula a pureza do canto à natureza: "Quando eu ouço a voz da fonte / Não sei que canto que encerra / Parece o gozo do monte / Dentro do ventre da terra".
Com referências indígenas, "Xavante" é assinada pelo paraibano Chico César, com quem a artista contou para criar o conceito do novo disco. "Tinha um desejo de cantar o homem do Brasil, o caboclo, o dono da terra, o índio. Liguei para convidar Chico e plantei a semente que deu origem a esse trabalho", relatou a intérprete. No disco, César também é autor da festiva "Arco da Velha Índia", feita especialmente para Bethânia.
"Casa de Caboclo" (Paulo Dáfilin e Roque Ferreira) é uma das canções de "Meus quintais" que sugerem uma conexão estreita com "Brasileirinho" (2003), disco que narra um mergulho mais intenso de Bethânia por um Brasil interiorano e brejeiro. A sonoridade do novo trabalho, com percussões e instrumentos regionais, reforça essa semelhança. Na coletiva, entretanto, ela afirmou que a diferença essencial entre os dois está declarada em seus próprios títulos: "O álbum 'Brasileirinho' é o Brasil. 'Meus quintais' se trata de algo pequenino, individual e pessoal. É um disco para os meus, os de minha casa", revelou.
Allan Macintyre/Divulgação
Maria Bethânia registra a canção "Lua Bonita", que Dona Canô contava para os filhos
Bethânia optou por fazer um disco sem exageros orquestrais, com arranjos límpidos e interpretações que radiografam um coração que, se está dolorido, redescobriu a plenitude de viver na força do canto e na natureza. Não parece haver dor, mas uma saudade leve das pessoas e lugares que foram embora. Esse é o caso de "Lua bonita" (Zé do Norte e Zé Martins, 1953), canção que Dona Canô, falecida em 2012, aos 105 anos, costumava cantar para os filhos. A interpretação suave de Bethânia faz lembrar sua fase no disco "Âmbar", de 1996, quando o amor surgia como algo sustentável.
Mais duas contribuições de Roque Ferreira enriquecem o disco: as cantigas de roda "Candeeiro velho" (com Paulo César Pinheiro) e "Imbelezô eu / Vento de lá". Enquanto a primeira dialoga diretamente com a capa do álbum – um singelo candeeiro aceso na mata -, a segunda avisa que o novo disco não exclui o amor de sua poética, mas reconfigura-o. Isto é, não há espaço para amores que sangram, apenas para o sentimento que se mostra puro, ingênuo, capaz de fazer alguém se sentir iluminado: "Tô amarrada no cais do coração / que me tomou e me prendeu / Imbelezô eu, imbelezô eu", canta ela.
"Uma Iara", composta pela gaúcha Adriana Calcanhotto especialmente para o álbum, é uma das canções mais bonitas do disco. A música é narrada por alguém que se encantou perdidamente pela sereia Iara, ser de cabelos negros que se deita sobre vitórias-régias, na Amazônia, para seduzir pescadores com seu canto. Na faixa, a cantora ainda recita um trecho do texto "Uma perigosa Yara", de Clarice Lispector.
    Bethânia reforça esse passeio pelo Brasil que há dentro dela - e que foi tão absorvido na sua infância - no tema de folclore popular "Moda da onça" (adaptado por Inezita Barroso em 1960) e nas inéditas "Povos do Brasil" (Leandro Fregonesi) e "Folia de Reis" (Roque Ferreira). Na versão para iTunes, o disco ainda ganha uma faixa extra, "Dindi", de Tom Jobim, maestro que muito incorporou os mistérios da natureza à sua obra musical. Curiosamente, Dindi não se refere a uma mulher, como se costuma pensar, mas à beleza e à selvageria que há na natureza. Por tabela, também ao canto de Bethânia.
    Divulgação
    Capa do novo disco de Bethânia
    DEDICATÓRIA - Chico César fez "Arco da Velha Índia" para Bethânia, que, por sua vez, dedicou a música à Rita Lee. A cantora quase chamou Rita para gravar com ela "Uma Iara", mas depois mudou de ideia. "Deixa a Rita quieta", disse ter pensado.
    ORIGEM - "O disco é árvore, pé no chão, estou descalça", disse Bethânia, que revelou que tem uma atração forte pela cultura indígena. De acordo com ela, o candomblé de caboclo foi a primeira expressão religiosa africana que viu.
    SERVIÇO:
    CD "Meus quintais", de Maria Bethânia 
    Gravadora: Biscoito Fino
    Preço sugerido: R$ 29,90

    Fonte: http://www.folhape.com.br/cms/opencms/folhape/pt/cultura/noticias/arqs/2014/06/0036.html

    10 de junho de 2014

    Música Iara do CD "Meus Quintais"


    O CD já saiu da pré-venda e encontra-se disponível nas lojas como Livraria Saraiva e Livraria Cultura.

    Abaixo o áudio da belíssima canção de  Adriana Calcanhotto com o texto de Clarice Lispector "Uma perigosa Yara".


    8 de junho de 2014

    Maria Bethânia lança “Meus Quintais”, álbum que esbanja elegância para expressar bucolismo e inocência


    Sons de infância e natureza

    Maria Bethânia lança “Meus Quintais”, álbum que esbanja elegância para expressar bucolismo e inocência

    PUBLICADO EM 07/06/14 - 03h00
    DANIEL BARBOSA

    A começar pelo título, “Meus Quintais”, o novo disco de Maria Bethânia,
    entrega os sentimentos que guiaram a concepção e realização do trabalho. Também o repertório, com canções como “Xavante” e “Arco da Velha Índia”, ambas de Chico César, “Casa de Caboclo” e “Candeeiro Velho”, que levam a assinatura de Roque Ferreira, “Moda da Onça”, de Paulo Vanzolini, ou “Povos do Brasil”, de Leandro Fregonesi, não deixa muitas dúvidas sobre a temática que perpassa o álbum: os índios, a mata, os rios, o folclore.


    “Não pensava em fazer disco por agora, queria fazer somente ano que vem, quando completo 50 anos de carreira. Mas senti o desejo de cantar o homem do Brasil, o caboclo, o dono da terra, o índio. Isso veio de forma muito intuitiva”, diz, acrescentando que a primeira pessoa para quem ligou para ajudar a desenvolver a ideia foi Chico César, que efetivamente foi seu parceiro de primeira hora em “Meus Quintais”. Na esteira vieram Adriana Calcanhotto, que a partir do direcionamento de Bethânia compôs “Uma Iara”, Fregonesi, com sua “Povos do Brasil”, e os outros autores.

    Com as canções reunidas em mãos, Bethânia convocou músicos do quilate de André Mehmari, Maurício Carrilho, Jorge Helder, o trio Tira Poeira, Marcelo Costa, Luciana Rabelo, Wagner Tiso, entre outros, que se revezam ao longo das faixas, tocando e criando os arranjos.

    “Em ‘Meus Quintais’, os músicos são autores, mesmo que não estejam assinando nenhuma canção ou cantando. Eu jogava uma ideia de uma canção, um verso, um pensamento sonoro e eles iam ali criando. É diferente de chamar para cada faixa um arranjador. Eles ficaram brincando em várias situações rítmicas, harmônicas, foi muito alegre, parecia quintal mesmo”, diz.

    Em termos estéticos, o resultado dessa alquimia fica com um pé nos folguedos populares e outro na sala de concerto, o que pode evocar trabalhos pregressos da cantora, como “Pirata” ou “Brasileirinho”. Conceitualmente, entretanto, há diferenças, conforme pontua Bethânia. “O ‘Brasileirinho’ era o Brasil, o ‘Meus Quintais’ é meu, uma coisa pequenininha. Ali era o sentimento do povo brasileiro, aqui é pessoal”, diz.

    E ao dizer isso ela introduz outro mote na equação do álbum: a infância. “O quintal foi onde aprendi tudo, porque tinha a casa, o alimento, o agasalho, o amor, o ensino, mas o quintal era a liberdade. Todo mundo pode tudo no quintal, eu acho que é uma coisa de primeiros passos. A gente gostava das brincadeiras loucas e também dos silêncios, da observação. Quintal é onde aprendi a água, a folha, o vento, aprendi a cantar, a errar, acertar, namorar. Tudo começa ali. Esse disco é para os meus, para os da minha casa, a dedicatória é essa, de um modo geral”, diz, ressalvando que não há nenhum traço de saudosismo nessa ideia. “Carrego a criança em mim, ela é que faz tudo”, destaca.

    Em relação aos projetos futuros, Bethânia diz que pensa em fazer um show ou turnê comemorativa por suas cinco décadas de carreira em 2015, usando “Meus Quintais” como “contraponto” para um repertório que abrangeria toda sua carreira. Outro desejo é gravar um álbum só de piano e voz com André Mehmari, que a acompanha nesse formato em “Alguma Voz”, a faixa que abre “Meus Quintais”. “Seria um disco com o Mehmari fazendo essa coisa de Brasil, que ele conhece tão bem, me ensinando, e eu com a coisa do Recôncavo. Acho que ia ficar uma coisa bonitinha, quem sabe?”, acena.

    Entalhes

    Em “Meus Quintais”, Bethânia revela uma faceta pouco conhecida – a de artesã: o encarte traz fotos de entalhes em madeira que ela faz.


    Fonte: http://www.otempo.com.br

    5 de junho de 2014

    Os quintais de Maria Bethânia...


    "Maria Bethânia põe os pés na terra em 'Meus quintais':

    Num cantinho da casa de Maria Bethânia, entre plantas de Maria Bethânia, um pequeno candeeiro feito por Maria Bethânia sustenta uma chama. A capa de “Meus quintais” (Biscoito Fino), novo álbum da cantora, anuncia o espírito que atravessa suas 13 faixas, dos versos aos arranjos — a amplidão da natureza, do divino e do humano tratados numa esfera de intimidade profunda. Como se fosse um “Brasileirinho” para dentro.

    —Eu fui criada em cidade do interior, em casa — começa Bethânia, ao falar do quintal real, vivo em sua memória, que serve de espinha dorsal ao disco. — O quintal ficava lá atrás, era terra, árvore, uma coisa assim meio de onça, bicho do mato. Tive a felicidade de ter um irmão da qualidade de Caetano no galho de outra árvore. Eu ficava num, ele no outro. Aquilo era um brinquedo muito saboroso. O quintal é um lugar livre, onde você aprende a se concentrar, a namorar, sua cabeça viaja. E ao mesmo tempo você vê a casa, faz parte de um lugar muito bem alicerçado. O quintal pra mim sempre teve um significado muito grande. Tão grande que, sem prestar atenção a isso, quando foi feita a reforma da casa, quando meu pai ainda era vivo, pedi que meu quarto ficasse no quintal, não no hall. Porque foi onde eu vivi. Ali que tudo formou em mim.

    Aquele quintal de Santo Amaro aparece no disco claramente na figura de Dona Canô, que paira sobre o álbum e está numa foto do encarte, recostada no ombro de Bethânia, numa foto tirada em seu aniversário de 100 anos — ao lado da imagem, versos de “Dindi” (“O vento que fala nas folhas/ Contando as histórias que são de ninguém/ Mas que são minhas e de você também”). Primeiro álbum de estúdio da cantora feito após a morte da mãe, no fim de 2012, “Meus quintais” é marcado por essa ausência. “Mãe Maria” (de Custódio Mesquita e Davi Nasser) é a maior evidência disso.

    — É a única regravação. Gravei há muitos anos. É óbvio que naquela época Mãe Maria era minha mãe, minha mãe de santo, Nossa Senhora da Purificação, minhas senhoras todas... Hoje Mãe Maria sou eu. Eu mesma me contando as lendas da “Moda da onça”, da Iara. Eu mesma me dando algum conforto já que essas mães... Quando perdi minha mãe tive um pouco que assumir eu mesma. Eu que tenho que cuidar de mim — diz Bethânia, reforçando a fala ao notar que são delas os cabelos brancos da foto do encarte sob a letra de “Mãe Maria”.

    As lendas da “Moda da onça” e da Iara que a cantora cita são referências às faixas “Moda da onça”, folclore recolhido por Paulo Vanzolini (“É uma característica do Brasil extraordinária: um cientista, trabalhando no Butantã, faz a moda da onça daquela maneira, o mesmo que escreve ‘Ronda’...”) e “Uma Iara/ Uma perigosa Yara”, junção de música inédita de Adriana Calcanhotto e texto de Clarice Lispector, editado por Fauzi Arap e Bethânia, na última parceria da dupla, pouco tempo antes de o diretor morrer, em dezembro passado.


    As duas faixas estão dentro do universo caboclo, roça, índio de “Meus quintais” — uma ampliação dos galhos da árvore dos fundos da velha casa:
    — O disco é árvore, pé no chão, estou descalça. Todo mundo conta que os Veloso têm uma ancestralidade dos pataxós. Tenho uma atração muito grande por essa coisa do índio. E o caboclo foi a primeira expressão religiosa africana que vi. Santo Amaro tinha candomblé de caboclo, que são os espíritos índios. Eu adorava, era muito alegre. Adorava ouvir as cantigas, era perto da minha casa. Essa lembrança me veio muito forte, tive essa intuição.

    A intuição de que aquele podia ser um caminho para algo indefinido — Bethânia não tinha a intenção de lançar nada neste ano, ia deixar para 2015, quando completa 50 anos de carreira — levou a cantora a convocar Chico César para compor para ela. Ele atendeu ao pedido e assina duas do disco, “Xavante” e “Arco da velha índia”, que fez pensando na cantora (“O arco da velha índia/ É corda vocal insubmissa”):

    — Foi um modo de ele me ver. Estou velha, de cabelo branco... Fiquei fascinada por aquilo — conta Bethânia. — Ele dedicou a mim, mas eu disse que queria dedicar a Rita Lee. Porque Rita sempre fala que quer ser a velha índia sábia. Eu brincava, cheguei a falar para ela cantar “Uma Iara” comigo, mas depois pensei: “Deixa a Rita quieta”.

    Ao saber que o paraibano estava compondo para Bethânia, Calcanhotto mandou uma mensagem: “Ciúme de Chico César”. A cantora pediu então que ela fizesse algo para Iara. Saiu “Uma Iara”, no qual a compositora chega ao mito amazônico pela Grécia (“Iara, a que canta, a citéria”).

    “Sou senhora e sou meninota”

    “Meus quintais” inclui ainda o samba-enredo indígena “Povos do Brasil” (de Leandro Fregonesi), quatro faixas de Roque Ferreira (só ou em parceria com Paulo Dafilim ou Paulo César Pinheiro) e as antigas “Dindi” (Tom Jobim e Aloysio de Oliveira) e “Lua bonita” (Zé Martins e Zé do Norte), esta encharcada de memórias (“Quando falo de meus quintais tem uma melancolia também, porque eu moro desde os 17 anos longe disso”).

    — Em casa ouvíamos tudo. O samba de roda, um rei que chegava (“Folia de reis” é dedicada a seu irmão Rodrigo, que recuperou a tradição do festejo em Santo Amaro), uma cantiga da bossa nova, minha mãe assoviando uma canção... “Lua bonita” entra por aí — diz, antes de se calar, emocionada.
    Alguns minutos depois, ela volta à canção:

    — Os baianos gostam de “Lua bonita”. Caetano gravou no “Pedrinha de Aruanda” (de Andrucha Waddington) com minha mãe. E Raul Seixas tem uma gravação que é um show. Foi onde estudei.

    A melancolia se une a uma alegria infantil no álbum, explica Bethânia.
    — Ao mesmo tempo em que sou eu senhora, sou eu meninota. Tanto que botei criança cantando. No CD, eu faço eu, eu conto eu, viajo em mim, passo para o caboclo, viro Iara, saio, viro tapuia.

    A ideia do quintal, de liberdade, brincadeira, pé na terra, também se faz presente na exuberância seca, de poucos elementos, dos arranjos (a direção geral do CD é assinada por ela e Jorge Helder).

    — Tem uma singeleza, uma naturalidade de cada um dos músicos. Eles iam realizando muito livremente, sem nenhuma pretensão de “ah, esse acorde”. Não tinha aquela festa do acorde, não.
    Com essa simplicidade natural, a faixa de abertura, “Alguma voz” (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro), toca nos temas centrais de “Meus quintais”, entre eles o canto, que aparece no disco associado ao vento, ao mar, à terra e à voz humana:

    — Ainda está muito longe de eu desvendar o mistério do canto. Acho lindo uma pessoa emitir. Um dessa maneira, outro daquela, essa individualidade que Deus determina. A voz traduz isso. E é o ar, sem o qual você não vive, que é o elemento do meu orixá. Fica uma casa boa para mim. Meu quintal."

    O Globo

    Fonte: http://www.paraiba.com.br/2014/06/05/20993-maria-bethania-poe-os-pes-na-terra-em-meus-quintais-veja-critica-do-novo-trabalho-da-baiana

    22 de maio de 2014

    Os Quintais de Bethânia... os quintais do Brasil


    Maria Bethânia apresenta seu novo trabalho, "Meus Quintais" em pré-venda pela Biscoito Fino. Previsão de lançamento para a primeira quinzena de junho.


    Repertório do CD:

    1. Alguma voz (Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro)
    2. Xavante (Chico César) - música inédita
    3. Casa de caboclo (Paulo Dáfilin e Roque Ferreira) - música inédita
    4. Lua bonita (Zé do Norte e Zé Martins, 1953)
    5. Candeeiro velho (Roque Ferreira e Paulo César Pinheiro)
    6. Imbelezô eu (Roque Ferreira) / Vento de lá (Roque Ferreira) - músicas inéditas
    7. Mãe Maria (Custódio Mesquita e David Nasser, 1943) -
    8. Iara (Adriana Calcanhotto) - música inédita
    9. A perigosa Yara - texto de Clarice Lispector (1920 - 1977)
    10. Moda da onça (tema do folclore popular adaptado por Inezita Barroso em 1960)
    11. Povos do Brasil (Leandro Fregonesi) - música inédita
    12. Arco da velha índia (Chico César) - música inédita
    13. Folia de Reis (Roque Ferreira) - música inédita

    14. Dindi (Antonio Carlos Jobim e Aloysio de Oliveira, 1959)


    15 de maio de 2014

    Maria Bethânia: melhor cantora da música brasileira




    Maria Bethânia recebeu o troféu de melhor cantora de MPB no 25º Prêmio da Música Brasileira, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro na noite de ontem (14/05/11). O evento iniciou com uma homenagem uma homenagem a Jair Rodrigues, além de Reginaldo Rossi e Dominguinhos.

    Mateus Solano chamou Bethânia, que entrou descalça no palco, para cantar trechos de Santo Amaro ê ê, Quixabeira, Reconvexo, Minha Senhora e Viola Meu Bem. 

    Foto AG News

    Parabéns à nossa Rainha!!! 

    27 de abril de 2014

    25º Prêmio da Música Brasileira



    A 25ª edição do Prêmio da Música Brasileira, que será realizada no dia 14 de maio no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, homenageará o samba, e conta com a indicação de Maria Bethânia na categoria de melhor Cantora de MPB.

    Para essa categoria, Bethânia disputará ainda com Rosa Passos e Simone.

    25 de fevereiro de 2014

    A força que vem da raiz nas vozes de Maria Bethânia e Mariene de Castro



    Maria Bethânia participa do 5º disco de carreira da cantora baiana Mariene de Castro. Intitulado “Colheita”, o disco traz 14 faixas, sendo 7 inéditas e 7 regravadas com a produção de Max Pierre. É o puro samba nas participações especiais de Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Hamilton de Holanda, Jacques Morelenbaum, Rildo Hora e a bateria da Portela.

    Gravado na Toca do Bandido, no Rio de janeiro, Bethânia participa na faixa “A força que vem da raiz” composição de Roque Ferreira.

    Foto: Bruno Pettinelli



    Maria Bethânia faz show beneficente para o Saúde Criança

    Maria Bethânia se apresentou no dia 23 de fevereiro no Rio de Janeiro com mais uma apresentação do show “Carta de Amor”. O show em prol do Saúde Criança foi no Vivo Rio, no Parque do Flamengo.
    Bethânia acompanhada pelos músicos Tulio Mourão ( piano), João Gaspar (violão e guitarra), Paulo Dafilin (violão e viola), Jorge Helder (baixo), Pantico Rocha (bateria), Marcelo Costa (percussão) e Marcio Mallard (cello) fez seu show com toda a renda revertida aos projetos da Associação Saúde Criança.

    20 de dezembro de 2013

    Carta de Amor no Canal Brasil


    “Com uma apresentação inspirada e muito aclamada, Maria Bethânia gravou o registro de sua última turnê, intitulada Carta de Amor, no Vivo Rio (RJ). Na produção do Canal Brasil em parceria com a Biscoito Fino, Bethânia interpreta as canções com sua habitual entrega, saboreando os versos.
    O cenário de Bia Lessa – que também assina a direção do espetáculo – contém um tapete bordado no chão, um tronco de árvore que serve de apoio à cantora e luzes suspensas no palco criando diferentes ambientes. A artista está à vontade, dançando descalça e movimentando-se com amplitude, emocionando a todos os presentes.
    Seu disco mais recente – Oásis de Bethânia, de 2012 – serviu de base para a escolha do repertório. Dentre as faixas, destacam-se O Velho Francisco, de Chico Buarque, e Carta de Amor, composição de Paulo César Pinheiro e da anfitriã. A cantora faz uma homenagem a Gonzaguinha interpretando quatro clássicos: Sangrando, Festa, Explode Coração (cantada à capela) e O Que É, O Que É. O roteiro é dividido em dois blocos (com um intervalo instrumental entre eles) e pontuado por momentos únicos, como Não Enche, de Caetano Veloso, A Casa é Sua, de Arnaldo Antunes, e uma versão de Na Primeira Manhã, de Alceu Valença. Antigos sucessos como Negue e Fera Ferida também marcam presença, fazendo a alegria dos fãs”.

    Foto: Carlos Albuquerque

    Acompanhada por sete músicos, Bethânia mostra arranjos sofisticados e entremeados por textos de autores como José Régio e Fernando Pessoa. Divididos pelos dois lados do palco, os instrumentistas ganham espaço para brilhar individualmente. Liderados pelo maestro Wagner Tiso ao piano, o grupo ainda conta com Gabriel Improta (violão e guitarra), Paulo Dafilin (violão e viola), Jorge Helder (baixo), Pantico Rocha (bateria), Marcelo Costa (percussão) e Marcio Mallard (cello). A artista canta, interpreta e recita em um momento de absoluta simplicidade. Não há firulas, nem troca de roupa. O tema é ela própria, simplesmente ela.

    Domingo, dia 22/12, às 17h e sexta, dia 27/12, às 15h.


    Fonte: Canal Brasil (Globo.com)

    6 de dezembro de 2013

    Fauzi Arap: uma vida dedicada ao palco


    Foto: Agência O Globo

    Fauzi Arap, prestigiado ator, diretor e autor de teatro, faleceu na manhã desta quinta-feira (05/12) em São Paulo. Ele tinha 75 anos e lutava há alguns anos contra um câncer na bexiga. Segundo familiares, ele morreu em casa enquanto dormia. Fauzi estreou no teatro como ator no fim dos anos 50, no teatro oficina. Em 1965, começou a carreira de diretor com Perto do Coração Selvagem, obra de Clarice Lispector adaptada por ele. Entre seus grandes trabalhos está a direção de Navalha na Carne, com Tonia Carreiro, em 1968. Em 1975, estreou como autor de peças de teatro com Pano de Boca. Durante sua carreira, recebeu grandes prêmios como o Molière de melhor autor e diretor por O Amor do Não, 1977. O Mambembe de melhor autor em Quase 84. E o prêmio Shell de melhor direção com Santidade e Caixa 2, no final dos anos 90. Em 1998, publicou uma autobiografia, Mare nostrum: sonhos, viagens e outros caminhos.



    Cada vez que ouvimos Maria Bethânia declamar um poema ou explorar a dramaticidade de uma canção no palco, podemos ter a certeza de que ali também estará Fauzi Arap. Parceiro constante de Bethânia, ele concebeu e dirigiu os mais importantes shows de sua carreira, como Rosa dos Ventos (1971), A Cena Muda (1974), Pássaro da Manhã (1977) e Imitação da Vida (1996), criando para Bethânia uma personalidade cênica mantida até hoje.

    12 de novembro de 2013

    DVD e CD "CARTA DE AMOR"


    O show traz sucessos de sua carreira, músicas do novo CD e canções inéditas em sua voz. No roteiro, canções do novo disco como "Casablanca" e "Barulho" (ambas de Roque Ferreira), "Velho Francisco" (Chico Buarque), "Salmo" (Rafael Rabelo/ Paulo Cesar Pinheiro) e "Carta de Amor" – esta que inspirou o título do álbum. Entre as músicas interpretadas por ela pela primeira vez, composições de Caetano Veloso ("Não Enche"), Arnaldo Antunes ("A Casa é Sua") e do português Pedro Abrunhosa ("Quem Me Leva os Meus Fantasmas"), além da inédita "Em Estado de Poesia", de Chico César. E ainda no roteiro, um medley de sambas de roda ligados por linha tênue à chula, costurados por "Reconvexo" (Caetano Veloso), sem deixar o Brasil rural de lado e sem esquecer os clássicos de seu repertório. “O show vem do disco; é a base de onde eu parti, da mudança sonora que fiz ali com vários músicos”, conta Bethânia. “O título do show não se refere apenas à faixa do disco “Carta de Amor”, mas a todo tipo de amor que canto no show: o amor maduro, o amor inconstante, o amor traído, o amor eterno, o passageiro, o triste, o alegre...”, completa.

    Abaixo a capa do DVD e dos CDS:





    Faixas do DVD:

    1. Canções e Momentos
    2. Sangrando
    3. Salmo
    4. A Dona do Raio e do Vento
    5. Cântico Negro (Texto)/ Não Enche
    6. Fogueira
    7. Casablanca
    8. Na Primeira Manhã
    9. Calúnia
    10. Negue
    11. Barulho
    12. Fera Ferida
    13. Quem me Leva os Meus Fantasmas
    14. Cais/ Maria, Maria
    15. Festa
    16. Dora
    17. Lua Branca
    18. Estado de Poesia
    19. Guacyra
    20. A Nossa Casa
    21. Só Vendo Que Beleza (Marambaia)
    22. A Casa É Sua
    23. Santo Amaro Ê Ê/ Quixabeira/ Reconvexo/ Minha Senhora/ Viola Meu Bem
    24. Minha Casa
    25. O Velho Francisco
    26. Carta de Amor
    27. Escândalo
    28. Salmo
    29. Canções e Momentos
    30. Mensagem