20 de janeiro de 2012

Maria Bethânia é a personificação das mulheres de Chico

Por Geisa Agricio do NE10 em  20/01/2012


                                                                      Foto: Carlos Albuquerque

"Não apenas aquela geração que acompanhou o lançamento de Chico Buarque & Maria Bethânia ao Vivo (1975) é capaz de vislumbrar que dessa parceria surgiu um dos mais fortes e benfazejos encontros da música popular brasileiro. O público que conseguiu garantir o disputado ingresso para o espetáculo do Circuito Banco do Brasil, na noite da última quinta-feira (19), no Teatro Guararapes pode não só devanear no clichê que se tornou regra irrevogável mas constatar com os próprios olhos e ouvidos – e, por que não, coração? – que Bethânia é a na atualidade a personificação da intérprete perfeita da obra de Chico Buarque em sua vasta complexidade.

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Superados os comparativos capciosos com as saudosas Elis Regina e Nara Leão, divas incontestes das composições de Chico, Bethânia é, em vida, a voz da poesia de Chico Buarque em seu tom mais bruto, puro e imo. A noite, ainda mais mítica, pela curiosidade de ser a data em que coincidiu o aniversário de 30 anos de morte de Elis Regina e os 70 anos de nascimento de Nara Leão, era na poderosa voz de Maria Bethânia uma confluência das “mulheres de chico”, não apenas suas cantoras, mas todas elas, Rita, Terezinha, e toda alma feminina comum escancarada nas crônicas cotidianas de Chico.
Bethânia sem dúvida fez jus a todas elas, entoando com aquele sotaque em tempo certo de carga dramática assertiva (nem mais nem menos) clássicos como Cala a Boca Bárbara, Tira as Mãos de Mim, Gota d'Água, Terezinha, Sem Açúcar, Olhos nos Olhos e Tatuagem, que hipnotizavam a plateia emocionada entre gritos e silêncios embargados com lágrimas.

Mas também estavam lá todos os Chicos, o político de Apesar de Você e Cálice, o romântico de Valsinha e Todo Sentimento, o sambista de Rita, o malandro de Quem te viu, quem te vê, o carnavalesco de A Noite dos Mascarados e Não Existe Pecado ao Sul do Equador. Sua presença é tão forte que o momento simbólico em que aparece no telão na gravação do dueto histórico de Sem Fantasia, é como se estivesse mesmo ali, olhando para Bethânia.

E tal janela do tempo serve também para a metáfora da própria mudança, da transformação, do caminhar natural. Bethânia está mais velha, mais segura, mais comedida, talvez. Os arranjos são rebuscados e harmônicos, a cenografia refinada, a produção executiva (bem no termo). Mas no corpo, na voz, na palavra, ela transpõe o tempo que passou e põe pra fora a eterna menina de Chico."

19 de janeiro de 2012

O encanto de Luiz Jasmin


Por Antonio Campos (Jornal do Brasil, 17/01/2012)



O encanto refletido pela inteligência e beleza, única e esplendorosa, das mulheres. Capazes de mudarem o rumo de uma história e, como diria Arthur Schopenhauer: A mulher é um efeito deslumbrante da natureza. A grandeza de Luiz Jasmin, plural nos seus talentos, em traduzir a singularidade das mulheres que, de alguma maneira, passaram pela sua vida. Entre elas, Danuza Leão, Yolanda da Costa e Silva, Maria Bethânia e Tânia Alves. A cada mulher, uma nova experiência, um novo sentimento.

     Os relatos de Jasmin nos remetem a um profundo mergulho no encanto exalado por mulheres do mundo inteiro. Mulheres, essas, possuidoras de uma força sentimental invejável, e que vão muito além dos estereótipos comumente relacionados a este gênero. Algumas delas alcançaram a fama, estiveram nos holofotes da mídia. Outras, mais discretas, fizeram parte de uma plateia que assistia ao crescimento de tantas mulheres que bem representaram a independência e autonomia do sexo feminino. Mas todas elas são, sobretudo, marcantes, guerreiras, exemplos de vida e perseverança.

     Tive a honra de ser convidado a prefaciar essa obra que relembra, além de um seleto universo feminino que fez parte da vida desse artista, lugares e pessoas memoráveis. Cada um com infinitas particularidades e boas lembranças, que, agora, Luiz Jasmin nos dá o prazer de conhecer e desfrutar desse universo encantado vivido por ele. Além disso, a obra conta com registros fotográficos que, certamente, engrandecem o valor dessa obra com imagens que são verdadeiras relíquias. São fotos curiosas, inéditas, poéticas, charmosas, oriundas de um álbum de família ou, quem sabe, de um álbum de viagem, podendo, ainda, terem sido, em algum período, retratos esquecidos dentro de uma gaveta. Mas, hoje, chegam como um convite para reviver a época retratada, para conhecer a mulher registrada, imagens que ilustram o encanto perpassado pelas belíssimas histórias.

     Uma das passagens que, seguramente, chamará a atenção e marcará a todos que tiverem a oportunidade de ler esta obra literária é a experiência de Jasmin vivida em Nova Iorque. Lá, ele conheceu, e encantou, o renomado artista plástico Salvador Dalí, que se tornou, rapidamente, e após um singular episódio em um bar, grande amigo do autor desse livro. Outro destaque é a rica descrição do episódio em que o escritor teve o seu primeiro contato com o talento musical da magnífica Maysa. Uma bela e peculiar história, de encher os olhos e a imaginação de qualquer um. O encanto, à primeira vista, de Jasmin por Carmen Miranda também deu origem a uma passagem belamente relatada.

     
     A obra, que também traz vivências cotidianas, físicas, sentimentais de Luiz Jasmin com Tânia Carrero, Zuleica Raposo e Clara Nunes, tem, ainda, a linda e emocionante história da sua encantada amizade com a cantora Maria Bethânia e as belíssimas capas dos discos dela ilustradas por este grande artista. De fato, um encanto de prosa, do começo ao fim. Ele retrata, de maneira inexplicável e, ao mesmo tempo, louvável, a alma e a grandeza da mulher, que independe do seu país natal, da sua idade, da sua profissão, do título de sexo frágil. Elas agem com o coração. Possuem a força e a coragem de uma mãe, a lealdade de um amor, e o companheirismo de uma amiga.

     Esta homenagem que Luiz Jasmin presta é bela e serve para todas as mulheres que nos acompanham durante as nossas vidas. São histórias às vezes cômicas, às vezes melancólicas, mas felizes. Dotadas de um aprendizado imensurável. Além disso, demonstram, com carinho e de um jeito envolvente, a percepção de Jasmin diante da presença feminina na sua vida. A isso, estão agregados valores, conceitos e sentimentos do escritor, uma verdadeira caixa de memórias e emoções que ele, meticulosamente, nos apresenta, nos proporcionando, também, momentos de descontração e reflexão.

     Dentre outros aspectos, a presença dessas mulheres na vida de Jasmin, visivelmente, lhe ofereceram um grande crescimento pessoal e profissional. Seu trabalho realizado para o Jornal do Brasil, onde fez belíssimas ilustrações, por exemplo, esteve cercado de importantes mulheres, como Léia Maria Aarão Reis, cuja coluna ele teve a honra de ilustrar e, posteriormente, tornou-se amigo da colunista. Na religiosidade, a Mãe Menininha, a quem pintou um quadro de Oxum, presenteado a ela através das mãos do escritor Jorge Amado.

     Jasmin também fez trabalhos que chegaram à alta realeza. Fez um lindo retrato da Princesa Margareth e, a convite do jornal Estado de São Paulo, fez um desenho da Rainha Elizabeth II, além de retratar, também, a Principessa Luciana Pignatelli, que deu origem à engraçada história da “Princesa perdida num táxi”. E não pararia por aí. O artista desbravou o mundo com o seu talento. Tantos rostos retratados e capas ilustradas que, hoje, formam um arsenal artístico inestimável para Luiz Jasmin.

     É com tremenda emoção que fiz, portanto, o prefácio dessa obra, que será brevemente lançada. Um convite que recebi com muita gratidão e felicidade é como escrever uma carta orgulhosa e comemorativa para este grande artista que é Luiz Jasmin.

     Eis um livro, raro e grandioso no conteúdo, que contém mulheres amigas, amantes, irmãs. Pessoas que marcaram a vida de Jasmin. Esta é uma daquelas obras cujo valor é inestimável, possuidora de memórias, sentimentos, beleza, cheiro, encanto e, principalmente, mulheres donas de tudo isso, e que, certamente, fizeram esses momentos e essa obra, de Luiz Jasmin, se concretizarem, e que, agora, chegam aos nossos olhos e à nossa imaginação.


15 de dezembro de 2011

Venda de ingressos Circuito Cultural Banco do Brasil Teatro Guararapes - Olinda-PE


"Começa no próximo dia 27 a venda de ingressos para o Circuito Cultural Banco do Brasil, no Recife. Na série de shows, Maria Bethânia interpretará Chico Buarque, Sandy reverenciará Michael Jackson e Lulu Santos cantará canções de Roberto Carlos e Erasmo Carlos. As apresentações estão marcadas para os dias 18, 19 e 20 de janeiro, respectivamente, no Teatro Guararapes, no Centro de Convenções, no Complexo de Salgadinho.

O Circuito já passou por Curitiba, São Paulo e Ribeirão Preto. Antes de encerrar a temporada, na capital pernambucana, o projeto acontecerá em Goiânia, nos dias 16, 17 e 18 de dezembro. Os shows são apresentados sempre em três dias seguidos e contam com os mesmos equipamentos cenográficos e de iluminação, utilizados de maneira diferente a cada noite.

Maria Bethânia canta Chico Buarque
Não é de hoje o encontro desses dois ícones da Música Popular Brasileira. Ao longo da carreira, Maria Bethânia já interpretou mais de 50 canções de Chico Buarque. Além de "Olhos nos olhos" e "Rosa dos ventos", o roteiro do show traz novidades, como "Vai trabalhar, vagabundo", "Valsinha" e o samba-enredo "Chico Buarque da Mangueira".

Maria Bethânia faz show inédito no Recife com músicas de Chico Buarque (Foto: Divulgação)

Serviço
Circuito Cultural Banco do Brasil
18/01, às 21h – Sandy canta Michael Jackson
19/01, às 21h – Maria Bethânia canta Chico Buarque
20/01, às 21h – Lulu Santos canta Roberto e Erasmo
Ingressos: pré-venda para clientes Ourocard entre os dias 19 e 27 de dezembro (com 50% de desconto); venda aberta para o público começa no dia 27 de dezembro (clientes Ourocard permanecem com os 50% de desconto)
Preço: plateia: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia-entrada); balcão: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada). Bilhetes à venda na loja Esposende do Shopping Tacaruna e Shopping Recife.
Informações: 4003-1212 ou pelo site www.ingressorapido.com.br

Maria Bethânia canta Chico Buarque


Interpretação da música "Cálice" (Gilberto Gil  e Chico Buarque) em São Paulo - Projeto Circuito Cultural Banco do Brasil em "Maria Bethânia canta Chico Buarque" (dezembro/2011)

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12 de novembro de 2011

Maria Bethânia canta Chico Buarque



O Projeto Circuito Cultural do Banco do Brasil, levará para as cidades de Curitiba, São Paulo, Ribeirão Preto, Goiânia e Recife, shows de Maria Bethânia, Lulu Santos e Sandy. 
Será a primeira vez que Maria Bethânia dedicará um show inteiramente à obra de Chico Buarque.

Idealizados e dirigidos por Monique Gardenberg, em co-curadoria com Toni Platão, os três espetáculos inéditos acontecerão a partir de novembro, marcando a volta do Circuito Cultural, projeto itinerante do Banco do Brasil criado em 1999.

Desde o início da carreira, Bethânia empresta sua voz à poesia de Chico Buarque, eternizando com sua interpretação suas canções "Com Açúcar, com Afeto"  (1970), "Minha História (Gesubambino - versão) (1971), "Rosa dos Ventos" (1971, 1997 e 2002), "Baioque", "Soneto", "Atrás da Porta", "Tatuagem", "Ela Desatinou" (1973), "Roda Viva", "Cala Boca, Bárbara", "Tira as Mãos de Mim" (1974), "Olhos nos Olhos" (1976 e 1999), "Terezinha", "O Que Será - À Flor da Pele" (1977), "João e Maria", "Maninha" (1978, 1999 e 2003), "O Meu Amor", "De Todas as Maneiras" (1978 e 2002), "Cálice" (1978), "Amando Sobre os Jornais" (1979), "Vida" (1982, 1999 e 2010), "Anos Dourados" (1986 e 2002), "Sonho Impossível" (versão) (1984 e 1997), "A Mais Bonita" (1989), "Apesar de Você" (1990 e 2002),

"Bárbara", "Mar e Lua", "Todo o Sentimento" (1995), "Pássara" (1997), "Beatriz (instrumental), "Uma Canção Desnaturada" (1997), "Assentamento", "Roda Viva", "Na Carreira" (1999), "Até Pensei" (1999),"Sobre Todas as Coisas" (1999 e 2002), "A Moça do Sonho" (2001 e 2002), "Sob Medida" (2002 e 2007), "Gente Humilde" (2005 e 2008). 

Além dessas gravações, há o musical (filme) "Quando o Carnaval Chegar" (1972) e o LP "Chico Buarque & Maria Bethânia ao Vivo" (1975). 


Esta primeira série de shows – sempre apresentados em dias consecutivos – começa em Curitiba (Teatro Guaíra, de 18 a 20 de novembro) e depois segue para São Paulo (Via Funchal, de 21 a 23 de novembro), Ribeirão Preto (Teatro Pedro II, de 6 a 8 de dezembro), Goiânia (Teatro Rio Vermelho, de 16 a 18 de dezembro) e Recife (Teatro Guararapes, de 18 a 20 de janeiro). A ideia é, a cada ano, ter grandes artistas da música brasileira abordando o repertório de um grande compositor.


11 de novembro de 2011

Amor Festa Devoção em Miami


The Fillmore Miami Beach at Jackie Gleason Theater
Maria Bethânia é reverenciada no Brasil e no resto do mundo. Na sexta-feira (11), em única apresentação, ela irá se apresentar no The Filmore Miami Beach Theatre, em South Beach. Todos os ingressos já estão esgotados.
 
Bethânia não se apresentava em Miami há 22 anos. Ela exibirá o espetáculo Amor Festa Devoção.


5 de novembro de 2011

Arquivo N com Maria Bethânia


O Arquivo N de quarta-feira, dia 9 de novembro, apresentará os novos projetos de Maria Bethânia, dentre eles a turnê do show em que interpreta músicas de Chico Buarque, do relançamento do livro "Maria Bethânia Guerreira Guerrilha", de Reynaldo Jardim e outros assuntos de interesse de todos nós.



Abraços,
Fã-Clube Grito de Alerta

30 de outubro de 2011

Alcione: 40 Anos de Carreira com Duas Faces



Com quatro décadas à serviço do samba, Alcione apresenta o espetáculo Duas Faces resultado do primeiro projeto do selo Marrom Music, distribuído pela Biscoito Fino. O projeto foi dividido em dois CDs e DVDs ao vivo: Duas Faces – Jam Session, gravados na casa da maranhense, e Duas Faces – Ao Vivo na Mangueira, gravado na quadra da escola carioca. O primeiro, contou com participações de Maria Bethânia, Emílio Santiago, Lenine, Djavan, Martinho da Vila e Áurea Martins. 

No segundo trabalho, Alcione comparece ao lado de Leci Brandão, Jorge Aragão, Diogo Nogueira, MV Bill e Maíra Freitas, filha de Martinho da Vila. A abertura do espetáculo foi feita pela Orquestra de Violinos do Centro Cultural Cartola regida pela maestrina Noemi Uzeda e formada por adolescentes da região. O encerramento ficou por conta da Bateria da Estação Primeira. No repertório, regravações como Meu Ébano, Basta de Clamares Inocência, Tem Dendê/Figa Guiné, Entidade, Na Mesma Proporção, Poder da Criação, Cajueiro Velho, entre outras. 

Alcione e Maria Bethânia interpretam ‘Sem mais Adeus’ de Francis Hime e Vinicius de Moraes.


28 de outubro de 2011

À querida Nicinha



Se algum dia eu conseguir cantar bonito

Muito terá sido por causa de você, Nicinha
A vida tem uma dívida com a música perdida
No silêncio dos seus dedos
E no canto dos meus medos
No entanto você é a alegria da vida.

Em 1975, Caetano Veloso apresentou ao público a música 'Nicinha', faixa do álbum 'Qualquer Coisa'. Na canção, Caetano se refere à Nicinha como inspiração musical e talento esquecido da música brasileira.


Nossa homenagem e saudade...

9 de outubro de 2011

Recital relança livro "Maria Bethânia Guerreira Guerrilha"

Ode poética a Maria Bethânia proibida pelo regime militar ganha nova edição, 43 anos depois, com dois shows-recitais da cantora.


Adaptado de Luiz Felipe Reis [O Globo - 4 de outubro de 201]

Às duas horas da manhã, Maria Bethânia foi surpreendida com 20 homens à porta de casa. Era dezembro de 1968. O AI-5 fora decretado havia poucos dias, e, sem qualquer explicação, a cantora foi levada a um quartel da Zona Norte do Rio. O interrogatório atravessou a madrugada.

Em São Paulo, Caetano Veloso e Gilberto Gil já haviam sido presos. Os militares queriam informações sobre Geraldo Vandré. Mas não só. Insistiam em perguntas sobre um livro que o poeta Reynaldo Jardim havia escrito em homenagem à cantora. O título. Maria Bethânia Guerreira Guerrilha, havia feito soar o alerta vermelho nos órgãos de repressão sobre a cantora que, três anos antes, causou impacto no show Opinião, em que entoava, substituindo Nara Leão, uma inflamada versão de Carcará, de João do Vale e José Candido.

"Foi um período terrível... Fui presa no rio de Janeiro, dentro da minha casa (...) Queriam saber por que eu causei esse livro, por que esses cara escreveu esse livro para mim... É um poema lindo do Reynaldo, uma coisa de amor que ele fez (...) Eles mostraram o depoimento dele e batia com o que dizia: "Eu sou uma mulher de palco, ele assistiu ao meu espetáculo. É um intelectual, um poeta, e queria escrever um poema, que deu num livro que foi publicado e logo proibido", lembrou a cantora numa entrevista a Marília Gabriela, no programa "Cara a Cara", em 1992.


Lançado no dia 28 de novembro de 1968, com mil cópias, a obra circularia por apenas 15 dias. Considerada subversiva e pornográfica, Maria Bethânia Guerreira Guerrilha foi retirada das livrarias e seus exemplares foram queimados - inclusive o que foi entregue à cantora. Agora, oito meses após a morte do autor e 43 anos depois de sua primeira e única impressão, a obra será publicada pela editora Móbile. O lançamento será acompanhado de duas edições especiais do show-recital Bethânia e as palavras, que a cantora realiza nos dias 18 e 19 no teatro SESC Ginástico no Rio de Janeiro.


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8 de outubro de 2011

DVD "O Homem que Engarrafava Nuvens"





"Quando as pessoas pensam em música brasileira, pensam em samba e bossa nova. Entre esses dois ritmos, há uma década esquecida, um período em que um ritmo nordestino foi levado ao sul, tomou o país como um furacão, e logo se espalhou pelo mundo. É o mais excitante e autêntico de todos os sons brasileiros, o Baião. “O Homem Que Engarrafava Nuvens” é sobre o criador desse movimento musical, o compositor, advogado, deputado federal e criador das leis de direito autoral, Humberto Teixeira.


Dirigido por Lírio Ferreira, o premiado diretor de “Árido Movie”, “Cartola” e “Baile Perfumado”, esse documentário-musical, que saiu em DVD pela Biscoito Fino, conta a história de Humberto Teixeira, o “Doutor do Baião”, o compositor por trás de clássicos como Asa Branca, uma das canções mais populares do Brasil. O filme não é só uma celebração de genialidade poética e musical de Teixeira, mas é também uma jornada de descoberta, do sertão, do baião, da cultura e da história do Brasil.

Participação de grandes artistas como: Maria Bethânia, Elba Ramalho, Gilberto Gil, Bebel Gilberto, Fagner, Zeca Pagodinho, Caetano Veloso, Luiz Gonzaga, Lenine, Cordel de Fogo Encantado, Chico Buarque, Sivuca, Carmélia Alvez, Rita Ribeiro... entre outros".


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28 de agosto de 2011

Agenda Setembro 2011


Show Amor Festa Devoção

Natal/RN 9 e 10 de Setembro, Teatro Riachuelo.

Bethânia e as Palavras


Porto Alegre/RS  22 e 23 de Setembro, Teatro CIEE.
Florianópolis/SC  30 de Setembro, Teatro Pedro Ivo.


20 de agosto de 2011

"Fernando Goldgaber, de olhos abertos para o Brasil"



Foto: Fernando Goldgaber

"A Bahia dos anos 60 ressurge na exposição do fotógrafo Fernando Goldgaber, aberta esta semana no Museu Afro Brasil, em São Paulo. Artistas como Maria Bethânia, Gal Costa (então, apenas Gracinha), Caetano Veloso, Emanoel Araújo (curador da mostra), Carybé, Mário Cravo Júnior, etc., se destacam nos instantâneos em preto e branco - uma talentosa fauna que brilharia em todo o País, dali por diante; alguns deles flagrados durante um baile carnavalesco promovido pelo xilogravurista Hansen Bahia.
Além das personalidades, Goldgaber, que residia no Rio de Janeiro mas era fascinado por Salvador, registrou a vida urbana da capital baiana. Na exposição "Fernando Goldgaber, de Olhos Abertos para o Brasil", há fotografias do velho Mercado Modelo, com a azáfama dos mercadores negros, na zona portuária. O acervo é preservado pela família do artista, morto há 24 anos.
O Museu Afro abriu também outras quatro exposições, que podem ser conferidas até 2 de outubro: "Orlando Azevedo - Roraima, Paraíso Perdido", "Tetê de Alencar - Cinderella Flash", "Ruth de Souza: a Sacerdotisa da Dramaturgia" e "Artistas Contemporâneos do Benin"".
"Fernando Goldgaber, de Olhos Abertos para o Brasil"
De 19 de agosto a 02 de outubro de 2011
Museu Afro Brasil - www.museuafrobrasil.org.br
Av. Pedro Alvares Cabral, s/n - Parque do Ibirapuera - Portão 10
Tel: (11)3320-8900   
De terça a domingo das 10h às 17h


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27 de julho de 2011

Exposição "Tão Universal e Tão Baiana"


Em comemoração aos 50 anos de carreira do artista plástico, Luiz Jasmin, de 70 anos, foi lançada nesta sexta-feira (22), na galeria ACBEU, localizada no Corredor da Vitória em Salvador, a exposição “Tão Universal e Tão Baiana”. A exposição é composta por pinturas e desenhos, além de projetos gráficos para capas de discos de grandes artistas da MPB e de alguns portraits que o consagraram no exterior.

Entre as obras expostas, está a polêmica capa do Lp de Maria Bethânia "Recital na Boite Barroco" de 1968 pela ODEON, imagem que chocou na época de seu lançamento e censurada pelo regime militar, mas anos depois a imagem foi liberada e veiculada para o publico. Capas de discos de Gal Costa e Maysa, também aparecem na exposição. Os trabalhos de Jasmin foram desenvolvidos em seu atelier na Ilha de Itamaracá, em Pernambuco, onde atualmente mora. A exposição se encerra no dia 06 de agosto, quando seus trabalhos serão reunidos em um livro comemorativo aos seus 70 anos de vida.





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5 de julho de 2011

Exposição Brasil Feminino



"A Biblioteca Nacional abre nesta terça-feira, dia 5 de julho, a exposição Brasil Feminino, que reconstitui a saga da mulher brasileira dos tempos coloniais até os dias atuais. Por meio de 150 fotografias, jornais, revistas, pinturas e documentos raros selecionados no acervo da BN, a mostra traz as histórias de mulheres que, com seus trabalhos, suas ideias e crenças, vêm mudando a história do Brasil. 

Entre móveis, espelhos, cortinas e instalações, a mostra apresenta um visual fantástico num percurso com cerca de 70 metros ao redor do Auditório Machado de Assis.

De Mãe Menininha do Gantois, Clarice Lispector e Pagu a Zilda Arns, Ruth de Souza, Carlota Joaquina e Maria Leopoldina. De Maria da Penha, Bertha Lutz, Ana Maria Machado e Benedita da Silva a Hilda Hilst, Lygia Bojunga, Lygia Fagundes Telles e Fernanda Montenegro. 

Da Marta, jogadora de futebol, à Seleção Feminina de Vôlei, medalha de ouro em Pequim. De Tônia Carrero, Norma Bengel, Marta Rocha, Maria Bethânia e Rita Lee à presidenta da República, Dilma Rousseff, estão todas lá.

A cerimônia de abertura da exposição, que integra as comemorações dos 200 anos da Biblioteca Nacional, no dia 5 de julho, acontece às 18h, na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. Brasil Feminino está no Espaço Cultura Elizeu Visconti, localizado no primeiro andar da Biblioteca Nacional (Rua México, s/nº - Centro – Rio de Janeiro). 

A entrada é franca e os horários de visitação são de segunda a sexta, das 10 às 17h, e aos sábados, domingos e feriados, das 12 às 17h. Também estão previstos debates e painéis no Auditório Machado de Assis durante os dois meses de exposição. A exposição fica à disposição do público até o dia 26 de agosto."